FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
A derivação bílio-digestiva, caracterizada como a duodeno-coledocostomialatero lateral, também é descrita como:
Duodeno-coledocostomia látero lateral = Derivação de Maden.
A derivação de Maden é uma técnica de anastomose bílio-digestiva que conecta o ducto colédoco ao duodeno de forma látero-lateral, utilizada para aliviar obstruções biliares ou tratar estenoses.
As derivações bílio-digestivas são procedimentos cirúrgicos cruciais no tratamento de diversas patologias que afetam as vias biliares, como obstruções malignas e benignas, estenoses e lesões iatrogênicas. O objetivo principal é restaurar o fluxo biliar para o trato gastrointestinal, aliviando sintomas como icterícia e colangite. A compreensão das diferentes técnicas e seus epônimos é fundamental para cirurgiões e residentes. A duodeno-coledocostomia látero lateral, também conhecida como derivação de Maden, é uma das técnicas de anastomose bílio-digestiva. Neste procedimento, o ducto colédoco é anastomosado à parede lateral do duodeno, permitindo o escoamento da bile diretamente para o intestino. Outras técnicas incluem a coledocojejunostomia em Y de Roux, que é frequentemente preferida para minimizar o risco de colangite ascendente por refluxo de conteúdo intestinal. A escolha da técnica depende da condição do paciente, da extensão da patologia biliar e da experiência do cirurgião. As complicações potenciais incluem fístula biliar, estenose da anastomose e colangite. O prognóstico varia conforme a doença subjacente, mas o procedimento visa melhorar a qualidade de vida e, em alguns casos, prolongar a sobrevida. O domínio dessas técnicas é um pilar na cirurgia hepatobiliar.
As derivações bílio-digestivas são indicadas para aliviar obstruções biliares malignas ou benignas (estenoses), tratar fístulas biliares complexas, ou em casos de lesões iatrogênicas dos ductos biliares que não podem ser reparadas primariamente.
Em uma anastomose látero-lateral, as paredes laterais de dois órgãos são conectadas. Em contraste, na anastomose término-lateral, a extremidade de um órgão é conectada à lateral de outro, e na término-terminal, as extremidades de dois órgãos são unidas.
As complicações podem incluir fístula biliar, estenose da anastomose, colangite ascendente (devido ao refluxo de conteúdo duodenal para as vias biliares), sangramento, infecção e deiscência da anastomose.
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