UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Gestante de 40 semanas deu à luz seu segundo filho. Passados 40 minutos do parto vaginal, a dequitação ainda não ocorreu. A melhor conduta neste momento é realizar:
Dequitação não ocorreu em 40 min → Conduta expectante até 60 min (sem sangramento ativo).
A dequitação da placenta é considerada prolongada se não ocorrer após 30 minutos do nascimento do bebê, mas a conduta expectante pode ser estendida até 60 minutos, especialmente se não houver sangramento ativo. Intervenções precoces podem aumentar o risco de hemorragia e infecção.
O terceiro período do parto, que se estende desde o nascimento do bebê até a expulsão completa da placenta e membranas, é um momento crítico para a prevenção da hemorragia pós-parto. A dequitação placentária é um processo fisiológico que geralmente ocorre espontaneamente em até 30 minutos. No entanto, em algumas situações, esse tempo pode ser prolongado, configurando uma retenção placentária. A retenção placentária é definida classicamente como a não expulsão da placenta após 30 minutos do nascimento do feto, apesar do manejo ativo do terceiro estágio do parto (administração de ocitocina, tração controlada do cordão e massagem uterina). No entanto, a conduta expectante pode ser estendida até 60 minutos, especialmente se não houver sangramento ativo e os sinais vitais da mãe estiverem estáveis. Essa abordagem permite que a placenta se desprenda naturalmente, minimizando a necessidade de intervenções invasivas. A melhor conduta inicial, na ausência de sangramento excessivo, é a conduta expectante, monitorando de perto a paciente. Intervenções como a tração vigorosa do cordão ou a extração manual da placenta antes do tempo adequado podem aumentar o risco de complicações, como lacerações do canal de parto, inversão uterina e hemorragia. Somente após 60 minutos, ou diante de sangramento ativo e instabilidade hemodinâmica, a extração manual da placenta sob anestesia e com técnica asséptica deve ser considerada, sempre visando a segurança materna e a prevenção de morbidade e mortalidade.
A dequitação da placenta geralmente ocorre nos primeiros 5 a 30 minutos após o nascimento do bebê. Um tempo superior a 30 minutos é considerado prolongado, mas a conduta expectante pode ser estendida até 60 minutos.
A retenção placentária é considerada patológica quando a placenta não é expelida espontaneamente após 30 minutos do nascimento do bebê, ou até 60 minutos em casos de manejo expectante, especialmente se houver sangramento excessivo.
A extração manual precoce da placenta pode aumentar os riscos de hemorragia pós-parto, lacerações cervicais ou uterinas, infecção puerperal e, em casos raros, inversão uterina, se realizada sem indicação e técnica adequadas.
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