INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 26 anos, primípara, se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) para a consulta pós-parto de 8 semanas. Marido relata que, nas últimas 6 semanas, ela está chorosa na maior parte do tempo e sem vontade de fazer as atividades rotineiras. Mesmo com suporte familiar, não consegue dormir, além de se queixar de pouca energia, redução de apetite e dificuldade em cuidar do bebê. Nega pensamentos de morte, desejo de fazer mal ao bebê ou sintomas psicóticos. Exames laboratoriais normais. Nesse momento, a conduta adequada é
Depressão pós-parto > 2 semanas com sintomas graves → iniciar antidepressivo + acompanhamento.
A depressão pós-parto, quando persistente por mais de duas semanas e com impacto funcional significativo, como dificuldade em cuidar do bebê e sintomas vegetativos, requer intervenção farmacológica e acompanhamento psicológico. Diferencia-se do "baby blues" pela intensidade e duração dos sintomas.
A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno de humor que afeta mulheres após o parto, com prevalência significativa, impactando a saúde materna e o desenvolvimento infantil. É crucial reconhecer seus sintomas para um manejo precoce e eficaz, diferenciando-a do "baby blues", uma condição mais leve e transitória. O diagnóstico da DPP baseia-se na presença de sintomas depressivos por pelo menos duas semanas, incluindo humor deprimido, anedonia, alterações de sono e apetite, fadiga e sentimentos de culpa ou inutilidade. A triagem pode ser feita com escalas como a de Edimburgo. A suspeita deve surgir quando os sintomas persistem além das duas semanas do puerpério. A conduta adequada para DPP moderada a grave envolve o início de terapia farmacológica, geralmente antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), combinada com psicoterapia. O acompanhamento regular é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a conduta, visando a recuperação plena da paciente.
Sinais incluem humor deprimido persistente por mais de duas semanas, anedonia, insônia, alterações de apetite, fadiga, dificuldade de concentração e em cuidar do bebê, sem pensamentos psicóticos.
O "baby blues" é um quadro leve e autolimitado que dura até duas semanas após o parto, com labilidade emocional. A depressão pós-parto é mais grave, persistente (>2 semanas) e interfere significativamente na vida da mulher.
O tratamento farmacológico é indicado quando os sintomas são moderados a graves, persistem por mais de duas semanas e causam prejuízo funcional, especialmente se houver risco para a mãe ou o bebê.
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