Depressão Pós-Parto: Fatores de Risco e Manejo Precoce

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023

Enunciado

AZN, 17 anos, G1P0A0, com consultas de pré-natal irregulares, comparece no segundo trimestre de gravidez ao ambulatório, referindo adinamia, insônia e irritabilidade. Sua acompanhante informa que ela apresenta, em casa, comportamento pessimista e choro fácil. Sobre depressão e ansiedade no ciclo gravídico puerperal, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Idade materna precoce, quadro depressivo antenatal, tabagismo, uso de AINE no terceiro trimestre da gestação e histórico de abuso físico ou emocional estão associados a um maior número de casos de depressão pós-parto.
  2. B) Pacientes que apresentaram depressão puerperal em gestação prévia, e encontram-se com “blues puerperal” nessa gravidez, apresentam risco aumentado de evoluir para depressão grave, podendo, inclusive, incorrerem na prática de suicídio e infanticídio
  3. C) Os transtornos de ansiedade são três vezes mais frequentes em mulheres grávidas em relação às não grávidas, e estão associados a uma alta taxa de abortamentos provocados, quando seu início ocorre antes da décima segunda semana de gestação.
  4. D) A presença de distúrbios do humor, no ciclo gravídico puerperal, é determinada pelas alterações hormonais próprias da gestação. Desta forma, não devem ser utilizadas terapias comportamentais ou medicamentosas, salvo em casos de ideação suicida.

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