SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
O aumento das taxas de distúrbios depressivos tem sido significativo na pediatria. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta.
Depressão em pediatria manifesta-se com alterações de humor, sono (sonolência/insônia), apetite, apatia e dificuldade de concentração.
A depressão em pediatria pode se manifestar de forma diferente dos adultos, com sintomas como irritabilidade, queixas somáticas, alterações no sono (insônia ou hipersonia), apatia, perda de interesse em atividades antes prazerosas e dificuldade de concentração. É crucial reconhecer esses sinais para um diagnóstico e intervenção precoces, pois a depressão infantil é uma condição séria com impacto significativo no desenvolvimento e bem-estar da criança.
A depressão em pediatria é um transtorno de humor sério e cada vez mais reconhecido, com prevalência crescente em crianças e adolescentes. Diferente dos adultos, as manifestações podem ser mais sutis ou atípicas, como irritabilidade predominante em vez de tristeza, queixas somáticas sem causa orgânica, ou problemas de comportamento. O reconhecimento precoce é fundamental, pois a depressão não tratada na infância pode levar a problemas acadêmicos, sociais, abuso de substâncias e maior risco de depressão na vida adulta e suicídio. Os sinais de comportamento depressivo em pediatria incluem alterações significativas no padrão de sono (sonolência excessiva, insônia, despertar precoce), apatia, anedonia (perda de prazer), dificuldade de concentração, fadiga, alterações no apetite (perda ou ganho de peso), e sentimentos de desesperança ou baixa autoestima. Fatores de risco importantes são a predisposição genética, eventos estressores ambientais, histórico de trauma, e a presença de depressão materna ou problemas emocionais graves durante a gestação, que podem impactar o desenvolvimento neuropsicológico da criança. O diagnóstico de depressão em pediatria requer uma avaliação clínica abrangente, envolvendo a criança, os pais e, se possível, a escola. O tratamento é multimodal, geralmente combinando psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental é a mais estudada) e, em casos moderados a graves, farmacoterapia com antidepressivos (inibidores seletivos da recaptação de serotonina, ISRS, são a primeira linha). O encaminhamento para atendimento psiquiátrico e psicológico é crucial para garantir um plano de tratamento adequado e acompanhamento contínuo, visando a melhora dos sintomas e a prevenção de recaídas.
Os sinais incluem tristeza persistente, irritabilidade, perda de interesse em atividades, alterações no sono (insônia ou hipersonia), mudanças no apetite, fadiga, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa ou inutilidade, e, em casos graves, pensamentos de morte ou suicídio.
Fatores de risco incluem histórico familiar de depressão, depressão materna, eventos estressores na vida (perdas, divórcio), abuso ou negligência, bullying, problemas de saúde crônicos, e outros transtornos psiquiátricos coexistentes.
Qualquer criança ou adolescente com sintomas depressivos persistentes que afetam seu funcionamento diário (escolar, social, familiar) deve ser avaliada por um psiquiatra infantil ou psicólogo. Pensamentos suicidas ou automutilação exigem encaminhamento imediato.
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