UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Márcia, 40 anos, comparece à consulta médica na unidade de atenção primária à saúde, relatando estar há um mês com tristeza, choro fácil, perda de prazer, redução do apetite e insônia. Apresenta ideação suicida com planejamento e diz escutar a voz do esposo já falecido. Está em uso de amitriptilina 75 mg/dia. A conduta mais adequada para o caso é:
Depressão com ideação suicida planejada + sintomas psicóticos → gravidade alta → encaminhamento URGENTE para equipe de saúde mental.
A paciente apresenta um quadro de depressão maior com múltiplos critérios de gravidade: ideação suicida com planejamento, sintomas psicóticos (alucinações auditivas) e falha terapêutica com amitriptilina em dose adequada. Nesses casos, a abordagem na atenção primária é insuficiente, sendo mandatório o encaminhamento urgente para avaliação e manejo por uma equipe especializada em saúde mental, que pode incluir internação e ajuste medicamentoso mais agressivo.
A depressão maior é um transtorno de humor comum, mas sua apresentação pode variar de leve a grave. A presença de ideação suicida com planejamento e sintomas psicóticos (como alucinações auditivas) são indicadores de extrema gravidade, classificando o quadro como depressão maior com características psicóticas e alto risco de suicídio. A epidemiologia mostra que a depressão é uma das principais causas de incapacidade global. A fisiopatologia da depressão envolve desregulações neuroquímicas e estruturais no cérebro. Em casos psicóticos, pode haver uma disfunção mais acentuada. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5. A suspeita de gravidade deve ser imediata ao se identificar ideação suicida com planejamento, desesperança profunda ou sintomas psicóticos. O tratamento de uma depressão tão grave não pode ser manejado exclusivamente na atenção primária. É crucial o encaminhamento para uma equipe de saúde mental especializada (psiquiatra, psicólogo, enfermeiro psiquiátrico), que poderá avaliar a necessidade de internação, ajustar a medicação (frequentemente combinando antidepressivos com antipsicóticos) e oferecer suporte psicoterapêutico intensivo. O prognóstico melhora significativamente com tratamento adequado e precoce.
Sinais de alerta incluem ideação suicida com planejamento ou tentativa prévia, sintomas psicóticos (alucinações, delírios), grave comprometimento funcional, agitação psicomotora, recusa alimentar e falha terapêutica a tratamentos ambulatoriais.
Sintomas psicóticos (como alucinações ou delírios) na depressão indicam uma forma mais grave da doença, conhecida como depressão psicótica. Essa condição está associada a maior risco de suicídio e requer tratamento mais intensivo, frequentemente com antipsicóticos em associação aos antidepressivos.
A conduta inicial é garantir a segurança do paciente, remover meios letais e realizar uma avaliação de risco imediata. O encaminhamento urgente para uma equipe de saúde mental ou serviço de emergência psiquiátrica é mandatório, considerando a possibilidade de internação.
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