IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Mulher de 42 anos de idade comparece em consulta por tristeza, choro, desânimo intenso e falta de prazer em muitas atividades há 2 meses. Relata inapetência, com perda de 5kg nos últimos dois meses, mal consegue levantar da cama de manhã, está faltando ao trabalho e tem deixado de frequentar eventos sociais. Pensa que é um peso para a sua família e tem descuidado da própria higiene, por falta de energia. Tem antecedentes de HAS e dislipidemia. Ao exame físico está com PA 180x110mmHg, restante do exame está normal.Qual é a conduta para esta paciente?
Depressão grave com ideação suicida suspeita → ISRS (Sertralina) + Psicoterapia + Rastreio suicídio.
A paciente apresenta um quadro de depressão maior com sintomas graves (perda de peso, insônia, anedonia, ideação de ser um peso) e comorbidades. A abordagem inicial deve incluir um ISRS como sertralina, psicoterapia, psicoeducação e, crucialmente, o rastreamento ativo de ideação suicida para garantir a segurança da paciente.
A depressão maior é um transtorno de humor comum e debilitante, caracterizado por humor deprimido, anedonia e uma série de sintomas neurovegetativos e cognitivos. Afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de incapacidade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações graves, como o suicídio. O diagnóstico da depressão maior baseia-se em critérios clínicos, como os do DSM-5, que exigem a presença de pelo menos cinco sintomas por no mínimo duas semanas, incluindo humor deprimido ou anedonia. A avaliação deve ser abrangente, incluindo histórico médico, exame físico e, se necessário, exames laboratoriais para excluir causas orgânicas. A presença de sintomas psicóticos ou ideação suicida aumenta a gravidade do quadro e exige atenção imediata. O tratamento da depressão maior é multimodal, combinando farmacoterapia (geralmente ISRS como sertralina, que possui bom perfil de segurança e poucas interações relevantes com HAS e dislipidemia) com psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal) e psicoeducação. A avaliação do risco de suicídio é uma etapa indispensável em todo paciente com depressão, e a abordagem deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, comorbidades e preferências do paciente.
A depressão maior grave é caracterizada por múltiplos sintomas depressivos (humor deprimido, anedonia, alterações de sono/apetite, fadiga, sentimentos de culpa/inutilidade, dificuldade de concentração, ideação suicida) presentes por pelo menos duas semanas, causando sofrimento significativo ou prejuízo funcional. A gravidade é definida pelo número e intensidade dos sintomas, e pelo impacto na vida do paciente.
A primeira linha de tratamento farmacológico para depressão maior geralmente inclui os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a sertralina, devido ao seu perfil de eficácia e tolerabilidade. A escolha deve considerar comorbidades, interações medicamentosas e o perfil de efeitos colaterais.
É crucial questionar sobre ideação suicida para avaliar o risco iminente e implementar medidas de segurança adequadas. A ideação suicida é um sintoma grave da depressão e sua identificação permite intervenções que podem salvar vidas, como intensificação do tratamento, acompanhamento mais próximo ou internação hospitalar.
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