UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Um paciente de 75 anos, procurou ambulatório com diagnóstico provável de depressão de evolução há 1 ano, após início da pandemia. Queixa-se de lapsos de memória. Na condução do caso, podemos afirmar, exceto, que:
Depressão no idoso: diagnóstico clínico, Mini-Mental normal, anedonia e queixas somáticas comuns. INRS são 1ª linha. É fator de risco para fragilidade.
A depressão no idoso frequentemente se manifesta de forma atípica, com queixas somáticas, irritabilidade e lapsos de memória, em vez de tristeza franca. O Mini-Exame do Estado Mental geralmente é normal, e o diagnóstico é clínico, não por exames complementares. Os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS) são a primeira linha de tratamento, e a depressão é um fator de risco para a síndrome da fragilidade.
A depressão no idoso é um desafio diagnóstico e terapêutico, frequentemente subdiagnosticada devido à sua apresentação atípica e à tendência de ser confundida com o envelhecimento normal ou outras comorbidades. É crucial que o residente reconheça que a depressão geriátrica pode se manifestar com queixas somáticas, irritabilidade e déficits cognitivos, sem necessariamente apresentar tristeza. O diagnóstico é clínico, e a exclusão de causas orgânicas é importante. O tratamento com ISRS é a primeira linha, com atenção à polifarmácia e comorbidades. Além disso, a depressão é um fator de risco para a síndrome da fragilidade, impactando a funcionalidade e a qualidade de vida do idoso. Um manejo adequado da depressão pode prevenir complicações e melhorar significativamente o prognóstico desses pacientes.
Em idosos, a depressão pode se manifestar com queixas somáticas (dores, fadiga), irritabilidade, ansiedade, insônia, perda de apetite e lapsos de memória, em vez da tristeza ou humor deprimido clássico. A anedonia (perda de prazer) é um sintoma comum e importante.
Na depressão, os lapsos de memória tendem a ser mais flutuantes e o paciente geralmente se queixa ativamente da memória, enquanto na demência a queixa é menos comum e a perda de memória é progressiva e persistente. O Mini-Exame do Estado Mental pode ser normal na depressão, mas alterado na demência. A depressão não causa alteração nas atividades de vida diária de forma primária, ao contrário da demência.
Os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS) são a medicação de primeira escolha para tratar depressão em idosos, devido ao seu perfil de segurança e tolerabilidade. Exemplos incluem sertralina, citalopram e escitalopram, iniciando com doses baixas e titulando lentamente.
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