UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
As perdas funcionais e psicossociais que acompanham o envelhecimento podem frequentemente resultar em depressão. No idoso, a depressão pode estar associada a outras doenças, por isso deve-se fazer diagnóstico diferencial com nosologias preexistentes ou situações desencadeadoras. As situações que podem mimetizar condições psiquiátricas são:
No idoso, distúrbios endócrinos (hipo/hipertireoidismo, hiperparatireoidismo) podem mimetizar depressão; sempre investigar causas orgânicas.
A depressão em idosos pode ser atípica e frequentemente coexistir ou ser mimetizada por condições médicas subjacentes. Distúrbios endócrinos e metabólicos, como hipotireoidismo e hiperparatireoidismo, são causas importantes de sintomas neuropsiquiátricos que podem ser confundidos com depressão, exigindo uma investigação diagnóstica completa.
A depressão em idosos é um desafio diagnóstico e terapêutico, pois suas manifestações podem ser atípicas e frequentemente se sobrepõem a outras condições médicas ou aos efeitos do envelhecimento. É crucial realizar um diagnóstico diferencial abrangente para identificar causas orgânicas tratáveis que podem mimetizar ou exacerbar sintomas depressivos. Distúrbios endócrinos, como o hipotireoidismo e o hiperparatireoidismo, são exemplos clássicos de condições que podem causar uma gama de sintomas neuropsiquiátricos. O hipotireoidismo pode levar a lentidão, fadiga e apatia, enquanto o hiperparatireoidismo (devido à hipercalcemia) pode causar fadiga, letargia, depressão, ansiedade e até psicoses. A investigação diagnóstica deve incluir exames laboratoriais para avaliar função tireoidiana (TSH, T4 livre), cálcio sérico, vitamina B12, folato, hemograma completo e função renal/hepática. O tratamento da condição subjacente pode resolver ou melhorar significativamente os sintomas depressivos, sublinhando a importância de uma abordagem holística na avaliação do idoso com depressão.
O hipotireoidismo pode causar fadiga, lentidão psicomotora, apatia, perda de interesse, dificuldade de concentração e memória, que são facilmente confundidos com sintomas depressivos.
O hiperparatireoidismo, ao elevar os níveis de cálcio, pode levar a sintomas como fadiga, letargia, depressão, ansiedade, irritabilidade e, em casos graves, confusão mental ou psicose.
Outras condições incluem deficiências vitamínicas (B12, folato), anemia, infecções crônicas, doenças neurológicas (Parkinson, Alzheimer em fases iniciais), efeitos adversos de medicamentos e insuficiência cardíaca ou renal.
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