IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
A depressão é desproporcionalmente mais frequente entre pacientes portadores de doença arterial coronariana (DAC), com prevalência entre 20% e 40%. Sendo correto que:
Depressão ↑ risco de DAC, IAM e mortalidade cardiovascular, sendo um fator de risco independente.
A depressão não é apenas uma comorbidade comum em pacientes com DAC, mas também um fator de risco independente para o desenvolvimento de DAC, infarto agudo do miocárdio (IAM) e aumento da mortalidade cardiovascular. A relação é bidirecional e envolve mecanismos fisiopatológicos complexos.
A relação entre depressão e doença arterial coronariana (DAC) é um campo de crescente interesse na medicina, reconhecendo a complexidade da interação mente-corpo. A depressão não é apenas uma comorbidade comum em pacientes com DAC, mas emerge como um fator de risco independente e significativo para o desenvolvimento e a progressão da doença cardiovascular. Essa associação bidirecional exige uma abordagem integrada no cuidado ao paciente. Estudos prospectivos demonstraram consistentemente que a depressão aumenta o risco de desenvolver DAC ao longo da vida, incluindo a ocorrência de infarto agudo do miocárdio (IAM) e um aumento na mortalidade cardiovascular. Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos são multifacetados, abrangendo a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, disfunção autonômica com aumento do tônus simpático, inflamação sistêmica crônica, disfunção endotelial e agregação plaquetária. Além disso, comportamentos de saúde desfavoráveis, como sedentarismo, tabagismo e baixa adesão medicamentosa, são mais prevalentes em indivíduos deprimidos. Para residentes e profissionais de saúde, é crucial rastrear e manejar a depressão em pacientes com risco ou diagnóstico de DAC. O tratamento da depressão, que pode incluir terapia cognitivo-comportamental e farmacoterapia (como ISRS, que são geralmente seguros em pacientes cardíacos), não só melhora a qualidade de vida, mas também pode impactar positivamente os desfechos cardiovasculares. A integração da saúde mental na cardiologia é fundamental para otimizar o prognóstico desses pacientes.
A depressão é desproporcionalmente mais frequente em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), com uma prevalência que varia entre 20% e 40%, significativamente maior do que na população geral.
A depressão pode aumentar o risco de DAC através de múltiplos mecanismos, incluindo disfunção endotelial, inflamação sistêmica crônica, ativação plaquetária, disfunção autonômica (aumento do tônus simpático) e comportamentos de risco (sedentarismo, tabagismo, má adesão ao tratamento).
Em pacientes com DAC, a depressão está associada a um pior prognóstico, incluindo maior risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), como infarto agudo do miocárdio (IAM) recorrente, hospitalizações e aumento da mortalidade por todas as causas e cardiovascular.
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