Enxaqueca: Fisiopatologia, Aura e Tratamento Profilático

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Em relação às enxaquecas (migrânias), atribua V. (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A depressão cerebral alastrante de leão relaciona-se à fase de aura da enxaqueca.( ) A flunarizina é usada na prevenção das crises de dor.( ) O topiramato pode causar acidentes vasculares encefálicos.( ) Verapamil é uma excelente droga de escolha para ser empregada na prevenção.( ) Afasia pode acontecer durante a fase de aura. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V, V, F, F, V.
  2. B) V, V, F, F, F.
  3. C) V, F, V, V, V.
  4. D) F, V, F, V, F.
  5. E) F, F, V, V, F.

Pérola Clínica

Enxaqueca: Aura = Depressão Cerebral Alastrante; Flunarizina = Profilaxia; Topiramato ≠ AVC; Verapamil ≠ 1ª linha profilaxia; Afasia = Aura.

Resumo-Chave

A depressão cerebral alastrante de Leão é o fenômeno fisiopatológico subjacente à aura da enxaqueca. A flunarizina é um bloqueador de canal de cálcio usado na profilaxia. O topiramato, embora eficaz, não causa AVC, mas pode ter outros efeitos adversos. Verapamil não é droga de primeira linha para profilaxia. Afasia é uma manifestação possível da aura.

Contexto Educacional

A enxaqueca, ou migrânea, é uma cefaleia primária crônica e incapacitante, caracterizada por crises de dor de cabeça pulsátil, geralmente unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Cerca de um terço dos pacientes experimenta uma aura, que são sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a dor de cabeça. A fisiopatologia da enxaqueca é complexa, envolvendo disfunção do sistema trigeminal e alterações corticais. A aura é classicamente associada à "depressão cerebral alastrante de Leão", um fenômeno de despolarização neuronal que se propaga pelo córtex. As manifestações da aura são variadas, incluindo distúrbios visuais (escotomas cintilantes), sensitivos (parestesias) e, menos comumente, motores ou de linguagem, como a afasia. O tratamento da enxaqueca envolve o manejo agudo das crises e a profilaxia para reduzir a frequência e intensidade dos ataques. Drogas profiláticas incluem betabloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, divalproato de sódio) e bloqueadores de canais de cálcio como a flunarizina. É importante notar que o verapamil, embora um bloqueador de canal de cálcio, não é uma droga de primeira linha para profilaxia da enxaqueca, e o topiramato, apesar de seus efeitos adversos como parestesias e sonolência, não está associado a acidentes vasculares encefálicos.

Perguntas Frequentes

O que é a depressão cerebral alastrante e sua relação com a enxaqueca?

A depressão cerebral alastrante de Leão é um fenômeno de despolarização neuronal e glial que se propaga lentamente pelo córtex cerebral, sendo o mecanismo fisiopatológico subjacente à aura da enxaqueca, causando sintomas neurológicos transitórios.

Quais são as principais drogas usadas na profilaxia da enxaqueca?

As principais drogas incluem betabloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, divalproato de sódio) e bloqueadores de canais de cálcio (flunarizina).

A afasia pode ser um sintoma da aura da enxaqueca?

Sim, a afasia é uma manifestação neurológica possível da aura da enxaqueca, caracterizada por dificuldade transitória na fala ou compreensão da linguagem, geralmente precedendo a fase de dor de cabeça.

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