UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Em relação ao tabagismo e sua abordagem, é CORRETO afirmar que:
Maior dependência nicotínica = fumar cedo pela manhã e pouco tempo após acordar (Fagerström).
A dependência nicotínica é avaliada por critérios como a Escala de Fagerström. Fumar logo ao acordar e a frequência matinal são indicadores importantes de alta dependência, o que influencia a intensidade da abordagem terapêutica.
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, uma substância psicoativa presente no tabaco. É a principal causa evitável de morbidade e mortalidade no mundo, associada a diversas doenças cardiovasculares, respiratórias e neoplásicas. A abordagem do tabagismo é fundamental na prática médica, visando a cessação e a redução dos danos à saúde. A avaliação da dependência nicotínica é um passo inicial importante, frequentemente realizada pela Escala de Fagerström, que ajuda a guiar a intensidade do tratamento. Fatores como fumar logo ao acordar e a quantidade de cigarros diários são indicadores de alta dependência. O aconselhamento breve deve ser oferecido a todos os tabagistas, e a farmacoterapia é indicada para aqueles com maior dependência ou que desejam parar. O tratamento para cessação do tabagismo pode incluir terapia de reposição de nicotina (adesivos, gomas), bupropiona e vareniclina, que aumentam as chances de sucesso. É importante considerar comorbidades, como o alcoolismo, onde a cessação concomitante não é recomendada. O acompanhamento contínuo e o suporte psicossocial são essenciais para prevenir recaídas e promover a manutenção da abstinência.
A dependência nicotínica é frequentemente avaliada pela Escala de Fagerström, que considera fatores como o tempo até o primeiro cigarro após acordar, o número de cigarros fumados por dia e a dificuldade em abster-se em locais proibidos, indicando o grau de dependência.
O aconselhamento é crucial na cessação do tabagismo, pois ajuda o paciente a identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e manter a motivação. Ele deve ser oferecido a todos os tabagistas, independentemente do grau de dependência, e pode ser combinado com farmacoterapia.
Para pessoas alcoolistas que também são tabagistas, a cessação concomitante dos dois hábitos não é geralmente recomendada, pois pode sobrecarregar o paciente e aumentar o risco de recaída em ambos. A abordagem costuma ser sequencial, focando primeiro no álcool e depois no tabaco.
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