Erupção Dentária em Bebês: Conduta para Dentes Natais e Atraso

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020

Enunciado

Um exame físico completo deve ser realizado na primeira consulta de puericultura. Considerando essa informação, julgue o item a seguir. Quanto à conduta na cronologia da erupção dentária, é correto afirmar que, se o bebê nascer com dente ou vier a tê-lo no primeiro mês de vida, é necessário extraí-lo; caso não ocorra até os doze meses de vida, é necessário investigar a rara possibilidade de anadontia.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Dentes natais/neonatais com risco de aspiração/trauma → extração. Ausência de dentes aos 12 meses → investigar atraso erupção/anadontia.

Resumo-Chave

A cronologia da erupção dentária é um marco importante na puericultura. Dentes natais ou neonatais requerem avaliação para prevenir complicações, enquanto o atraso significativo na erupção dentária pode indicar condições subjacentes que necessitam de investigação.

Contexto Educacional

A cronologia da erupção dentária é um dos marcos do desenvolvimento infantil avaliados na puericultura. Embora a maioria dos bebês inicie a erupção dos dentes decíduos entre 6 e 10 meses de idade, variações são comuns. O conhecimento sobre dentes natais (presentes ao nascimento) e neonatais (erupção no primeiro mês de vida) é importante, pois, embora incomuns, podem gerar preocupações e necessitar de intervenção. Dentes natais e neonatais, que afetam cerca de 1 em cada 2.000 a 3.000 nascidos vivos, podem ser dentes decíduos normais que erupcionaram precocemente ou dentes supranumerários. A conduta para esses dentes é individualizada, mas a extração é frequentemente considerada se houver mobilidade excessiva (risco de aspiração), trauma à língua do bebê (úlcera de Riga-Fede) ou ao mamilo da mãe durante a amamentação. A decisão deve ser tomada em conjunto com um odontopediatra. Por outro lado, o atraso na erupção dentária, definido como a ausência de qualquer dente até os 12 meses de idade, ou a ausência de um dente específico após 6 meses da idade média de erupção, merece investigação. Embora a anadontia (ausência congênita de todos os dentes) seja extremamente rara, a hipodontia (ausência de um ou mais dentes) é mais comum. O atraso pode ser idiopático, familiar ou associado a condições sistêmicas como hipotireoidismo, síndromes genéticas (ex: Síndrome de Down) ou deficiências nutricionais. A avaliação odontopediátrica e, se necessário, exames complementares como radiografias, são indicados para identificar a causa e planejar o manejo.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para dentes natais ou neonatais em bebês?

Dentes natais (presentes ao nascimento) ou neonatais (erupção no primeiro mês) devem ser avaliados. Se forem supranumerários, móveis, causarem trauma à língua do bebê (úlcera de Riga-Fede) ou ao mamilo da mãe, ou apresentarem risco de aspiração, a extração é geralmente indicada.

Quando o atraso na erupção dentária deve ser investigado?

O atraso na erupção dentária deve ser investigado se nenhum dente tiver erupcionado até os 12 meses de idade. Embora a anadontia total seja rara, outras causas como hipotireoidismo, síndromes genéticas ou deficiências nutricionais devem ser consideradas.

Quais são os riscos associados a dentes natais ou neonatais?

Os riscos incluem trauma à língua do bebê (formação de úlceras), desconforto ou lesões no mamilo da mãe durante a amamentação, e, em casos de dentes muito móveis, o risco de aspiração. A avaliação odontopediátrica é fundamental para determinar a melhor conduta.

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