Densitometria Óssea: Indicações Antes dos 65 Anos

HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025

Enunciado

Marque a indicação correta para solicitar densitometria óssea antes dos 65 anos de idade.

Alternativas

  1. A) Raça negra.
  2. B) Obesidade.
  3. C) Demência.
  4. D) Depressão.

Pérola Clínica

Densitometria óssea < 65 anos: indicada em fatores de risco secundários, como demência, uso de glicocorticoides, menopausa precoce.

Resumo-Chave

A densitometria óssea é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose. Embora a triagem de rotina seja geralmente recomendada para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, a presença de fatores de risco secundários, como demência, uso crônico de glicocorticoides, menopausa precoce ou doenças que afetam o metabolismo ósseo, justifica a solicitação antes dessas idades.

Contexto Educacional

A densitometria óssea (DXA) é o método padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose e para avaliar o risco de fraturas. A osteoporose é uma doença esquelética caracterizada por comprometimento da resistência óssea, predispondo a um risco aumentado de fraturas. Embora a triagem de rotina seja recomendada para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, é crucial identificar pacientes mais jovens que se beneficiariam da avaliação precoce devido a fatores de risco secundários. A fisiopatologia da osteoporose envolve um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea. Fatores secundários podem acelerar esse processo. A demência, por exemplo, está associada a múltiplos fatores que contribuem para a perda óssea, como imobilidade prolongada, ingestão nutricional inadequada (especialmente cálcio e vitamina D), maior risco de quedas e, por vezes, uso de medicamentos que podem afetar o metabolismo ósseo. O diagnóstico precoce permite a intervenção para prevenir fraturas de fragilidade, que têm alto impacto na morbimortalidade. As indicações para densitometria óssea antes dos 65 anos (mulheres) ou 70 anos (homens) incluem: fratura por fragilidade prévia, uso crônico de glicocorticoides (≥ 3 meses), menopausa precoce, hipogonadismo, doenças que causam perda óssea (ex: artrite reumatoide, doença celíaca, hiperparatireoidismo primário), e condições que aumentam o risco de quedas ou imobilidade, como a demência. A identificação desses fatores de risco secundários é fundamental para a prática clínica e para questões de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações gerais para densitometria óssea?

As indicações gerais incluem mulheres com 65 anos ou mais, homens com 70 anos ou mais, adultos com fratura de fragilidade, indivíduos com doenças ou condições associadas à perda óssea, e aqueles em uso de medicamentos que causam perda óssea.

Por que a demência é um fator de risco para osteoporose e indicação de densitometria?

Pacientes com demência frequentemente apresentam imobilidade, má nutrição, deficiência de vitamina D e maior risco de quedas, todos contribuindo para a perda de massa óssea e aumento do risco de fraturas, justificando a avaliação precoce.

Quais outros fatores de risco secundários justificam a densitometria óssea precoce?

Outros fatores incluem uso crônico de glicocorticoides, menopausa precoce (<40 anos), hipogonadismo, doenças inflamatórias crônicas (ex: artrite reumatoide), doença celíaca, hiperparatireoidismo primário e transplante de órgãos.

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