SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Durante a interpretação dos resultados de uma densitometria óssea, é essencial levar em consideração os aspectos técnicos envolvidos. Qual das alternativas contém uma das características de um exame de boa qualidade?
DXA Coluna → Avaliar L1-L4 e excluir vértebras de transição ou com artefatos significativos.
A qualidade da densitometria óssea depende do posicionamento rigoroso e da correta identificação anatômica, incluindo a exclusão de vértebras com variações anatômicas ou degenerativas.
A densitometria óssea por dupla emissão de raios X (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose e avaliação do risco de fratura. No entanto, a precisão do exame é altamente dependente do operador. Erros de posicionamento ou de análise (como incluir vértebras com osteófitos grosseiros) podem elevar artificialmente o T-score, levando ao subdiagnóstico de osteoporose e à falta de tratamento preventivo. Na coluna lombar, a presença de vértebras de transição (como a lombarização de S1 ou sacralização de L5) é uma variação anatômica comum que pode confundir a numeração das vértebras. A recomendação técnica é excluir essas vértebras da análise quantitativa para manter a reprodutibilidade, especialmente em exames seriados de acompanhamento terapêutico. O médico solicitante deve sempre revisar as imagens e não apenas o laudo numérico.
De acordo com as diretrizes da International Society for Clinical Densitometry (ISCD), a análise padrão da coluna lombar deve incluir as vértebras de L1 a L4. O exame deve mostrar parte de T12 e parte de L5 para garantir a localização correta. Devem ser excluídas da análise as vértebras que apresentem artefatos metálicos, alterações degenerativas graves (que aumentam falsamente a densidade) ou fraturas compressivas. Se apenas uma vértebra for avaliável, o diagnóstico não deve ser baseado na coluna. Vértebras de transição também devem ser excluídas para evitar erros de rotulagem anatômica e inconsistências na comparação evolutiva.
Para a densitometria do fêmur proximal, o membro inferior deve ser posicionado em rotação interna de aproximadamente 15 a 25 graus. Esse posicionamento é crucial para colocar o colo do fêmur paralelo à mesa de exame e maximizar sua área projetada. Um sinal técnico de bom posicionamento é a não visualização ou a visualização mínima do trocânter menor. Se o trocânter menor for proeminente, significa que houve rotação externa ou insuficiente rotação interna, o que encurta o colo do fêmur na imagem e pode levar a resultados imprecisos da densidade mineral óssea (DMO).
Um exame de boa qualidade técnica requer: 1) Identificação correta do paciente e dados antropométricos; 2) Posicionamento reto da coluna, centralizada no campo de visão; 3) Inclusão de L1-L4 com visualização das costelas inferiores (T12) e cristas ilíacas (L5); 4) No fêmur, rotação interna adequada (trocânter menor oculto) e abdução suficiente para evitar sobreposição com o ísquio; 5) Ausência de artefatos externos (botões, zíperes) ou internos (contraste baritado recente, clipes cirúrgicos). A análise deve ser feita por um profissional treinado que saiba aplicar os critérios de exclusão de vértebras.
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