MedEvo Simulado — Prova 2026
Valentina, uma paciente de 54 anos, G2P2 (partos normais), comparece à consulta ginecológica relatando que sua última menstruação ocorreu há 9 anos. Ela refere ser tabagista ativa (cerca de 15 cigarros por dia há 20 anos) e nega outras comorbidades ou uso de medicações contínuas. Durante a anamnese, relata que sua mãe sofreu uma fratura de fêmur aos 72 anos após uma queda da própria altura dentro de casa. Ao exame físico, Valentina apresenta-se em bom estado geral, com Índice de Massa Corporal (IMC) de 18,5 kg/m² e pressão arterial de 130 x 80 mmHg. O restante do exame segmentar, incluindo palpação de mamas e tireoide, não apresenta anormalidades. A paciente demonstra preocupação com a "fraqueza dos ossos" e questiona sobre a necessidade de exames ou tratamentos específicos. Nesse contexto, a conduta mais adequada é:
Pós-menopausa + Tabagismo + Baixo IMC + História familiar de fratura → Indicação imediata de DXA.
O rastreio de osteoporose deve ser individualizado em mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos se houver fatores de risco clínicos significativos para perda de massa óssea.
A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada pela redução da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade e do risco de fraturas. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar intervenções que reduzam a morbimortalidade associada a fraturas de quadril e vertebrais. A densitometria óssea por dupla emissão de raios X (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico. Em pacientes como a do caso clínico, a presença de múltiplos fatores de risco (pós-menopausa, tabagismo, baixo IMC e história familiar) torna a investigação mandatória antes mesmo de considerar suplementação ou tratamento farmacológico com bisfosfonatos.
As principais indicações incluem: todas as mulheres com 65 anos ou mais; mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos que apresentem fatores de risco para baixa massa óssea (como baixo peso, fratura prévia, uso de medicações de risco ou história familiar de fratura de quadril); e mulheres na transição menopausal com fatores de risco específicos.
O baixo Índice de Massa Corporal (especialmente < 19 kg/m²) está fortemente associado a uma menor densidade mineral óssea e maior risco de fraturas. O tabagismo acelera a perda óssea ao reduzir os níveis de estrogênio e ter um efeito tóxico direto nos osteoblastos, sendo um dos principais fatores de risco modificáveis para osteoporose.
Sim, a história parental de fratura de quadril (fêmur proximal) é um dos preditores independentes mais fortes de risco de fratura osteoporótica, independentemente da densidade mineral óssea. Isso justifica a investigação diagnóstica precoce através da densitometria óssea em pacientes que ainda não atingiram a idade de rastreio universal.
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