Densitometria Óssea: Interpretação do T-score e Z-score

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

A relação entre densitometria óssea e fraturas é tão estreita que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu pontos de corte densitométricos para a classificação diagnóstica de osteoporose e osteopenia na população. Assinale a alternativa que representa informações corretas sobre o T-score:

Alternativas

  1. A) É um parâmetro densitométrico que reflete risco absoluto em dez anos de ocorrer uma fratura osteoporótica.
  2. B) É um parâmetro densitométrico que reflete risco relativo de ocorrer uma fratura osteoporótica em comparação com adultos da mesma idade e do mesmo sexo.
  3. C) É um parâmetro densitométrico que reflete risco relativo de ocorrer uma fratura osteoporótica em comparação com adultos jovens.
  4. D) É um parâmetro densitométrico que reflete risco relativo em dez anos de ocorrer uma fratura osteoporótica.
  5. E) Quanto mais baixo (mais negativo) o T-score, maior a densidade óssea do paciente e menor o risco de fraturas.

Pérola Clínica

T-score = comparação com pico de massa óssea (jovem); Z-score = comparação com mesma idade/sexo.

Resumo-Chave

O T-score é o parâmetro da OMS para diagnosticar osteoporose em idosos, comparando a densidade mineral óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável do mesmo sexo.

Contexto Educacional

A densitometria óssea (DMO) é o método de escolha para a avaliação da massa óssea e predição do risco de fraturas. A relação entre a redução da DMO e o aumento do risco de fratura é bem estabelecida, sendo que cada redução de 1 desvio-padrão no T-score aumenta o risco de fratura em aproximadamente 1,5 a 2,5 vezes. A interpretação correta dos índices densitométricos é crucial para o manejo clínico, especialmente na decisão de iniciar terapia farmacológica em pacientes com osteopenia que apresentam alto risco clínico de fratura (avaliado por ferramentas como o FRAX).

Perguntas Frequentes

O que define o T-score na densitometria óssea?

O T-score representa o número de desvios-padrão acima ou abaixo da média da densidade mineral óssea (DMO) de uma população de adultos jovens saudáveis (pico de massa óssea) do mesmo sexo. É o padrão utilizado pela OMS para classificar osteopenia e osteoporose em mulheres pós-menopausa e homens acima de 50 anos.

Qual a diferença entre T-score e Z-score?

Enquanto o T-score compara o paciente com um adulto jovem (pico de massa), o Z-score compara o paciente com indivíduos da mesma idade, sexo e etnia. O Z-score é fundamental para avaliar perda óssea em pacientes jovens e identificar possíveis causas secundárias de osteoporose quando o valor está abaixo de -2,0.

Quais são os valores de referência para osteoporose?

Segundo a OMS: Normal (T-score ≥ -1,0), Osteopenia (T-score entre -1,1 e -2,4) e Osteoporose (T-score ≤ -2,5). A presença de fratura por fragilidade associada a um T-score de osteoporose define a osteoporose estabelecida ou grave.

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