Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
A possibilidade de rastreamento populacional amplo e aleatório com densitometria óssea DMO é afastada em razão de seu baixo poder preditivo e de seu alto custo. Podemos apenas concordar que:
DMO e escore T: ↓ massa óssea ↑ risco fratura, mas escore T = risco RELATIVO, não absoluto.
A densitometria óssea (DMO) é fundamental para o diagnóstico de osteoporose e avaliação do risco de fraturas, pois a diminuição da massa óssea está diretamente associada a um maior risco. No entanto, o escore T da DMO expressa um risco relativo de fratura em comparação com um adulto jovem saudável, e não um risco absoluto individual.
A densitometria óssea (DMO) é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose, medindo a densidade mineral óssea (DMO) e expressando-a através do escore T (comparação com adultos jovens) e escore Z (comparação com indivíduos da mesma idade). A diminuição da massa óssea é um fator de risco primário para fraturas por fragilidade. Embora a DMO seja crucial para o diagnóstico e manejo individual, seu uso para rastreamento populacional amplo é limitado. Isso se deve ao seu custo elevado e ao fato de que, isoladamente, o escore T indica um risco relativo de fratura, não um risco absoluto. A avaliação do risco absoluto de fratura deve integrar o escore T com outros fatores de risco clínicos, como idade, histórico de fraturas e uso de medicamentos, frequentemente utilizando ferramentas como o FRAX. Compreender que o escore T é um risco relativo é fundamental para a interpretação correta da DMO. A decisão de iniciar o tratamento para osteoporose não se baseia apenas no escore T, mas em uma avaliação global do risco de fratura do paciente, visando prevenir eventos futuros e melhorar a qualidade de vida.
O risco relativo, indicado pelo escore T, compara a densidade óssea do indivíduo com a de um adulto jovem. O risco absoluto, como o FRAX, considera múltiplos fatores de risco para estimar a probabilidade de fratura em um período específico.
A DMO possui um alto custo e um poder preditivo limitado quando aplicada a uma população geral sem fatores de risco específicos, tornando o rastreamento populacional não custo-efetivo.
Fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, história prévia de fratura, história familiar de fratura de quadril, uso de glicocorticoides, tabagismo, consumo excessivo de álcool e baixo peso corporal.
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