Densitometria Óssea: Escore T e Risco de Fratura

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020

Enunciado

A possibilidade de rastreamento populacional amplo e aleatório com densitometria óssea DMO é afastada em razão de seu baixo poder preditivo e de seu alto custo. Podemos apenas concordar que:

Alternativas

  1. A) Embora a diminuição da massa óssea não esteja associada a aumento do risco de fratura, o escore T indica risco relativo, e não risco absoluto para fraturas.
  2. B) Embora a diminuição da massa óssea esteja associada a aumento do risco de fratura, o escore T indica risco relativo, sendo risco absoluto para fraturas.
  3. C) Embora a diminuição da massa óssea esteja associada à redução do risco de fratura, o escore T indica risco relativo, e não risco absoluto para fraturas.
  4. D) Embora a diminuição da massa óssea esteja associada a aumento do risco de fratura, o escore T indica risco relativo, e não risco absoluto para fraturas.

Pérola Clínica

DMO e escore T: ↓ massa óssea ↑ risco fratura, mas escore T = risco RELATIVO, não absoluto.

Resumo-Chave

A densitometria óssea (DMO) é fundamental para o diagnóstico de osteoporose e avaliação do risco de fraturas, pois a diminuição da massa óssea está diretamente associada a um maior risco. No entanto, o escore T da DMO expressa um risco relativo de fratura em comparação com um adulto jovem saudável, e não um risco absoluto individual.

Contexto Educacional

A densitometria óssea (DMO) é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose, medindo a densidade mineral óssea (DMO) e expressando-a através do escore T (comparação com adultos jovens) e escore Z (comparação com indivíduos da mesma idade). A diminuição da massa óssea é um fator de risco primário para fraturas por fragilidade. Embora a DMO seja crucial para o diagnóstico e manejo individual, seu uso para rastreamento populacional amplo é limitado. Isso se deve ao seu custo elevado e ao fato de que, isoladamente, o escore T indica um risco relativo de fratura, não um risco absoluto. A avaliação do risco absoluto de fratura deve integrar o escore T com outros fatores de risco clínicos, como idade, histórico de fraturas e uso de medicamentos, frequentemente utilizando ferramentas como o FRAX. Compreender que o escore T é um risco relativo é fundamental para a interpretação correta da DMO. A decisão de iniciar o tratamento para osteoporose não se baseia apenas no escore T, mas em uma avaliação global do risco de fratura do paciente, visando prevenir eventos futuros e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre risco relativo e risco absoluto de fratura na osteoporose?

O risco relativo, indicado pelo escore T, compara a densidade óssea do indivíduo com a de um adulto jovem. O risco absoluto, como o FRAX, considera múltiplos fatores de risco para estimar a probabilidade de fratura em um período específico.

Por que a densitometria óssea não é usada para rastreamento populacional amplo?

A DMO possui um alto custo e um poder preditivo limitado quando aplicada a uma população geral sem fatores de risco específicos, tornando o rastreamento populacional não custo-efetivo.

Quais são os principais fatores de risco para fraturas osteoporóticas além da DMO?

Fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, história prévia de fratura, história familiar de fratura de quadril, uso de glicocorticoides, tabagismo, consumo excessivo de álcool e baixo peso corporal.

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