Densitometria Óssea: Interpretação do T-score e Diagnóstico

CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

Paciente, 55 anos de idade, sem comorbidades, foi submetida a histerectomia total por leiomiomatose uterina há 11 anos. Vem em consulta médica pois há 8 meses vem queixando de fogachos e insônia, além de ressecamento vaginal que antes não apresentava. Trouxe mamografia recente: BIRADS 3. A mamografia do ano anterior apresentava a mesma imagem sem modificação de características ou volume. Também trouxe resultado de densitometria óssea realizada recentemente evidenciando T score: -0,8 DP (desvio padrão) em fêmur proximal e T score: -0,4 DP em coluna lombar. Ao exame físico sem alterações. PA: 115x75mmHg e FC: 72bpm. A paciente deseja tratamento para os sintomas.Com relação ao resultado da densitometria óssea da paciente, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A paciente apresenta osteopenia e merece tratamento através do uso de cálcio e vitamina D.
  2. B) A densitometria óssea apresenta um resultado normal, não tendo sinais de osteopenia ou osteoporose.
  3. C) A paciente apresenta osteopenia e merece tratamento através do uso de cálcio, vitamina D e bisfosfonato.
  4. D) A paciente apresenta osteoporose e, além da terapia de reposição hormonal, deverá fazer uso de cálcio, vitamina D e bisfosfonato.

Pérola Clínica

T-score > -1,0 DP = densitometria óssea normal, sem osteopenia/osteoporose.

Resumo-Chave

A densitometria óssea é crucial para avaliar a saúde óssea em mulheres pós-menopausa. Um T-score acima de -1,0 DP em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) indica densidade mineral óssea normal, não justificando diagnóstico de osteopenia ou osteoporose.

Contexto Educacional

A densitometria óssea é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteopenia e osteoporose, condições que aumentam o risco de fraturas e são prevalentes em mulheres pós-menopausa. A interpretação correta do T-score é fundamental para o manejo adequado, evitando tratamentos desnecessários ou tardios. O T-score compara a densidade mineral óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável do mesmo sexo. Valores de T-score acima de -1,0 DP são considerados normais. Osteopenia é definida por T-score entre -1,0 e -2,5 DP, enquanto osteoporose é diagnosticada com T-score igual ou inferior a -2,5 DP. O Z-score é utilizado para comparar com indivíduos da mesma idade e sexo, sendo mais relevante em pré-menopausa ou homens jovens. No caso da paciente, os T-scores de -0,8 DP e -0,4 DP estão dentro da faixa de normalidade, indicando que ela não apresenta osteopenia ou osteoporose. Embora tenha sintomas climatéricos que podem ser tratados, a densidade óssea não requer intervenção específica para osteopenia/osteoporose neste momento. A mamografia BIRADS 3, estável, sugere acompanhamento, mas não contraindica a terapia hormonal se indicada para os sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para osteopenia e osteoporose pela densitometria óssea?

A osteopenia é diagnosticada com T-score entre -1,0 e -2,5 desvios padrão. A osteoporose é diagnosticada com T-score ≤ -2,5 desvios padrão.

Qual a importância do T-score na avaliação da saúde óssea?

O T-score compara a densidade mineral óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável, sendo o principal parâmetro para classificar a densidade óssea e o risco de fraturas.

Quando a terapia de reposição hormonal é indicada para sintomas de climatério?

A terapia de reposição hormonal é indicada para alívio de sintomas vasomotores e atrofia urogenital em mulheres na menopausa, após avaliação individual de riscos e benefícios.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo