SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Maria é uma mulher branca de 62 anos que procura o centro de saúde porque sente dores na coluna há 2 anos, desde que caiu da própria altura e bateu as costas no chão. Na ocasião foi descartada fratura. A dor alivia com dipirona, porém a limita de fazer atividade física. Associado, tem a sensação de que diminuiu 5 centímetros de altura desde que entrou na menopausa, há 7 anos. Conta que voltou a fumar há 8 meses, desde que marido teve acidente vascular encefálico (AVE) e ficou acamado. Nota que está perdendo peso por sentir-se muito sobrecarregada com o cuidado dele e questiona se não precisa tomar cálcio e vitamina D para fortalecer os ossos, pois quase não toma sol. Nega outros problemas de saúde ou medicamentos de uso contínuo. Ao exame físico, você registra altura de 1,56m, peso de 48kg, hipercifose dorsal, dor a palpação de musculatura paravertebral lombar e PA 125x82 mmHg. Diante do caso apresentado, assinale a alternativa correta:
Mulher > 65 anos ou pós-menopausa com fatores de risco → Densitometria óssea para rastreamento/diagnóstico de osteoporose.
A densitometria óssea é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose. Em mulheres pós-menopausa com múltiplos fatores de risco (idade, tabagismo, perda de altura, baixo peso, história de queda), sua indicação é clara para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É particularmente prevalente em mulheres pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir fraturas, que são associadas a morbidade e mortalidade significativas. O diagnóstico de osteoporose é estabelecido principalmente pela densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO) na coluna lombar e no fêmur. A indicação para DXA inclui mulheres com 65 anos ou mais, mulheres pós-menopausa com fatores de risco (como baixo peso, tabagismo, história de fratura por fragilidade, perda de altura) e indivíduos com condições médicas associadas à perda óssea. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco e sinais clínicos sugestivos, tornando a DXA a conduta mais apropriada. Embora a radiografia simples possa identificar fraturas vertebrais, ela não é sensível para o diagnóstico de osteoporose em estágios iniciais, pois só detecta perda óssea significativa (acima de 20-30%). A dosagem de vitamina D é importante para avaliar deficiência e guiar suplementação, mas não é um exame diagnóstico para osteoporose em si. A ferramenta FRAX é útil para avaliar o risco de fratura em 10 anos, especialmente em pacientes com osteopenia, mas a densitometria é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, menopausa precoce, baixo peso corporal, tabagismo, uso de corticosteroides, história familiar de fratura, sedentarismo e baixa ingestão de cálcio/vitamina D.
A densitometria óssea é indicada para todas as mulheres com 65 anos ou mais, e para mulheres pós-menopausa com menos de 65 anos que apresentem fatores de risco para fratura.
O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta que calcula o risco de fratura osteoporótica maior e de fratura de quadril em 10 anos. É útil para decidir sobre o tratamento em pacientes com osteopenia, mas não substitui a densitometria para o diagnóstico.
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