UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
A densitometria óssea na mulher na menopausa deve ser solicitada quando houver:
Densitometria óssea em menopausa: indicada se fratura prévia, uso de glicocorticoides, ou fatores de risco específicos.
A densitometria óssea não é um exame de rastreamento universal por idade na menopausa, mas sim guiada por fatores de risco e achados clínicos. Evidências radiográficas de fratura vertebral, mesmo assintomáticas, são uma indicação clara para o exame, pois sugerem osteoporose grave.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em mulheres pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. O diagnóstico precoce e a identificação de pacientes em risco são cruciais para prevenir fraturas, que são associadas a morbimortalidade significativa. A densitometria óssea é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose e osteopenia. No entanto, sua solicitação deve ser criteriosa. Além da idade (geralmente ≥ 65 anos para todas as mulheres e ≥ 70 para homens, ou mais cedo com fatores de risco), a presença de fraturas por fragilidade, uso crônico de glicocorticoides, baixo peso corporal, tabagismo, alcoolismo e doenças que afetam o metabolismo ósseo são indicações importantes. A evidência radiográfica de fratura, mesmo que incidental, é uma indicação formal, pois já denota uma fragilidade óssea significativa. O tratamento da osteoporose envolve medidas não farmacológicas, como dieta rica em cálcio e vitamina D, exercícios físicos e cessação do tabagismo e alcoolismo, além de terapia farmacológica com bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros, dependendo da gravidade e risco de fratura. O acompanhamento regular e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir o risco de novas fraturas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A densitometria óssea é indicada para mulheres com idade ≥ 65 anos, ou < 65 anos com fatores de risco como fratura prévia por fragilidade, uso de glicocorticoides, baixo peso, tabagismo, alcoolismo, doenças associadas à perda óssea ou evidência radiográfica de osteopenia/fratura.
A presença de fratura por fragilidade, especialmente vertebral, é um forte indicativo de osteoporose grave, mesmo que assintomática. A densitometria óssea ajudará a quantificar a perda óssea e guiar o tratamento.
O T-score compara a densidade mineral óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável. Valores de -1,0 a -2,5 desvios-padrão indicam osteopenia, e valores ≤ -2,5 desvios-padrão indicam osteoporose.
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