Densitometria Óssea na Menopausa: Indicações Essenciais

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022

Enunciado

A densitometria óssea na mulher na menopausa deve ser solicitada quando houver:

Alternativas

  1. A) idade superior a 55 anos. 
  2. B) história de fratura na infância por queda de nível. 
  3. C) evidências radiográficas de fratura. 
  4. D) história de puberdade precoce. 
  5. E) uso de cloridrato de venlafaxina.

Pérola Clínica

Densitometria óssea em menopausa: indicada se fratura prévia, uso de glicocorticoides, ou fatores de risco específicos.

Resumo-Chave

A densitometria óssea não é um exame de rastreamento universal por idade na menopausa, mas sim guiada por fatores de risco e achados clínicos. Evidências radiográficas de fratura vertebral, mesmo assintomáticas, são uma indicação clara para o exame, pois sugerem osteoporose grave.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em mulheres pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. O diagnóstico precoce e a identificação de pacientes em risco são cruciais para prevenir fraturas, que são associadas a morbimortalidade significativa. A densitometria óssea é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose e osteopenia. No entanto, sua solicitação deve ser criteriosa. Além da idade (geralmente ≥ 65 anos para todas as mulheres e ≥ 70 para homens, ou mais cedo com fatores de risco), a presença de fraturas por fragilidade, uso crônico de glicocorticoides, baixo peso corporal, tabagismo, alcoolismo e doenças que afetam o metabolismo ósseo são indicações importantes. A evidência radiográfica de fratura, mesmo que incidental, é uma indicação formal, pois já denota uma fragilidade óssea significativa. O tratamento da osteoporose envolve medidas não farmacológicas, como dieta rica em cálcio e vitamina D, exercícios físicos e cessação do tabagismo e alcoolismo, além de terapia farmacológica com bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros, dependendo da gravidade e risco de fratura. O acompanhamento regular e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir o risco de novas fraturas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para densitometria óssea em mulheres na menopausa?

A densitometria óssea é indicada para mulheres com idade ≥ 65 anos, ou < 65 anos com fatores de risco como fratura prévia por fragilidade, uso de glicocorticoides, baixo peso, tabagismo, alcoolismo, doenças associadas à perda óssea ou evidência radiográfica de osteopenia/fratura.

Por que a evidência radiográfica de fratura é uma indicação para densitometria óssea?

A presença de fratura por fragilidade, especialmente vertebral, é um forte indicativo de osteoporose grave, mesmo que assintomática. A densitometria óssea ajudará a quantificar a perda óssea e guiar o tratamento.

Qual a importância do T-score na densitometria óssea para o diagnóstico de osteoporose?

O T-score compara a densidade mineral óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável. Valores de -1,0 a -2,5 desvios-padrão indicam osteopenia, e valores ≤ -2,5 desvios-padrão indicam osteoporose.

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