INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 25 anos vai à unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando quadro de febre alta há 3 dias, associado a náuseas, mialgia, artralgia e leve dor em quadrantes superiores do abdome. Ao exame físico, o paciente encontra-se alerta, consciente e orientado; pressão arterial de 100 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 110 bpm; e frequência respiratória de 18 irpm; pulsos cheios e extremidades quentes; fígado palpável a 3 centímetros do rebordo costal direito, levemente doloroso à palpação. Os exames laboratoriais iniciais do paciente revelam os seguintes resultados: Nesse caso, a conduta inicial mais adequada envolve
Dengue com sinais de alarme (dor abdominal, hepatomegalia, taquicardia) → hidratação venosa e internação.
A presença de dor abdominal intensa e contínua, hepatomegalia (>2 cm do RCD) e taquicardia, mesmo com pulsos cheios e extremidades quentes, são sinais de alarme na dengue que indicam a necessidade de hidratação venosa e internação hospitalar para monitorização rigorosa e prevenção de choque.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com manifestações clínicas que variam desde formas assintomáticas até quadros graves e fatais. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para evitar a progressão para a dengue grave, caracterizada por extravasamento plasmático, sangramentos e disfunção orgânica. A classificação da dengue pela OMS (2009) divide a doença em dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave, orientando o manejo clínico. Os sinais de alarme indicam um aumento do risco de choque e outras complicações. No caso apresentado, a dor em quadrantes superiores do abdome e a hepatomegalia dolorosa são sinais de alarme importantes. A taquicardia (FC 110 bpm) também sugere um estado de estresse ou hipovolemia incipiente, mesmo com pulsos cheios. A fisiopatologia envolve o aumento da permeabilidade vascular, levando ao extravasamento de plasma e hemoconcentração, que pode culminar em choque hipovolêmico. A conduta para pacientes com dengue e sinais de alarme é a internação hospitalar em enfermaria para monitorização clínica e laboratorial rigorosa. A hidratação venosa é a medida terapêutica mais importante, utilizando cristaloides para repor o volume intravascular e prevenir o choque. O acompanhamento do hematócrito, plaquetas e sinais vitais é fundamental para guiar a terapia e identificar precocemente qualquer deterioração do quadro clínico, permitindo intervenções rápidas e eficazes.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia (>2 cm do RCD), sangramentos de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e aumento progressivo do hematócrito.
A hidratação venosa é indicada para pacientes com dengue que apresentam sinais de alarme, incapacidade de tolerar hidratação oral, ou sinais de choque, para prevenir a progressão da doença e restaurar o volume intravascular.
A hepatomegalia, especialmente se dolorosa, indica envolvimento hepático significativo pela infecção viral e pode ser um precursor de disfunção orgânica e sangramentos, justificando monitorização hospitalar.
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