UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 30a, procurou a Unidade de Pronto Atendimento com febre, mal-estar, náuseas, dor nas pernas e cefaleia holocraniana há três dias. Refere um episódio de vômito e 4 evacuações amolecidas hoje. Antecedentes epidemiológicos: casos semelhantes na vizinhança. Exame físico: FC= 78 bpm, PA= 110x70 mmHg; pele: discreto exantema macular em tórax, abdome e extremidades; prova do laço negativa. Hematócrito= 51%. A CONDUTA É:
Dengue + Hematócrito > 50% (mulher) ou > 54% (homem) = Sinal de Alarme → Hidratar e repetir Ht.
Um hematócrito elevado (>20% do basal ou >45% em mulheres e >50% em homens) é um sinal de alarme para dengue, indicando hemoconcentração e risco de extravasamento plasmático. A conduta imediata é a hidratação venosa e o monitoramento rigoroso, incluindo a repetição do hematócrito para avaliar a resposta à fluidoterapia e a progressão da doença.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com manifestações clínicas que variam desde formas assintomáticas até quadros graves com risco de morte. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para um manejo adequado e para evitar a progressão para a dengue grave. Os sinais de alarme indicam um aumento da permeabilidade capilar e extravasamento plasmático, que pode levar ao choque hipovolêmico e falência de órgãos. Um dos sinais de alarme mais importantes e facilmente detectáveis é o aumento progressivo do hematócrito. Um hematócrito elevado (geralmente >20% do valor basal ou valores absolutos como >45% em mulheres e >50% em homens) reflete hemoconcentração devido ao extravasamento de plasma. Neste cenário, a conduta prioritária é a hidratação venosa agressiva com cristaloides, visando repor o volume intravascular e reverter a hemoconcentração. O monitoramento contínuo do hematócrito é essencial para guiar a fluidoterapia e avaliar a resposta ao tratamento. Residentes e estudantes devem estar aptos a classificar os pacientes com dengue de acordo com a presença de sinais de alarme, pois isso determina o nível de cuidado e a urgência da intervenção. A hidratação adequada e o monitoramento rigoroso são pilares no manejo da dengue com sinais de alarme, prevenindo complicações graves e melhorando o prognóstico do paciente. A falha em reconhecer e tratar esses sinais pode levar a desfechos desfavoráveis.
Os principais sinais de alarme na dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.
O hematócrito elevado indica hemoconcentração, que é um marcador de extravasamento plasmático. Este extravasamento pode levar ao choque hipovolêmico e é um indicativo de gravidade na dengue, exigindo hidratação venosa imediata para prevenir a progressão para formas mais graves da doença.
A conduta inicial é a hidratação venosa com cristaloides, como soro fisiológico 0,9%, em doses e velocidades específicas conforme o protocolo. É fundamental monitorar de perto os sinais vitais, o débito urinário e, principalmente, repetir o hematócrito a cada 1-2 horas para avaliar a resposta à hidratação e guiar o manejo.
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