UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Criança, 8 anos, com quadro de febre, cefaleia e dor retro-orbitária há 3 dias. Feita hipótese diagnóstica de dengue. Liberado paciente para casa, com prescrição de analgésico/antitérmico e hidratação oral. Qual é a opção correta com relação a sinais de alarme e à necessidade de retorno imediato para reavaliação?
Sinais de alarme da dengue: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, lipotimia, ↑ hematócrito, ↓ plaquetas, hepatomegalia, desconforto respiratório.
Os sinais de alarme da dengue indicam a progressão para formas mais graves da doença e a necessidade de internação e monitoramento rigoroso. Eles refletem o extravasamento plasmático e o comprometimento orgânico, sendo cruciais para a prevenção do choque e óbito.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves, como a dengue com sinais de alarme e a dengue grave. A fase crítica da doença ocorre geralmente após a defervescência, entre o 3º e o 7º dia, sendo este o período de maior risco para o desenvolvimento de complicações. Os sinais de alarme são manifestações clínicas e laboratoriais que indicam o extravasamento plasmático e o risco iminente de choque. Eles incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes (3 ou mais em 6 horas), acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia dolorosa (>2 cm), e aumento progressivo do hematócrito concomitante com queda rápida das plaquetas. O reconhecimento desses sinais é fundamental para a estratificação de risco e a tomada de decisão clínica. A conduta diante dos sinais de alarme é a internação hospitalar para monitoramento rigoroso e hidratação venosa. O tratamento é de suporte, visando manter a volemia e prevenir o choque. A identificação precoce e o manejo adequado dos sinais de alarme são pilares na redução da morbimortalidade pela dengue, exigindo atenção contínua dos profissionais de saúde.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, lipotimia, hepatomegalia dolorosa, aumento progressivo do hematócrito e desconforto respiratório.
O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é crucial porque eles indicam a transição da dengue para a fase crítica, com risco de extravasamento plasmático, choque e óbito. A intervenção imediata pode salvar vidas.
Um paciente deve retornar imediatamente se apresentar qualquer sinal de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes (3 ou mais em 6 horas), sangramentos, tontura, diminuição da diurese, ou qualquer piora clínica após a queda da febre.
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