SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Jovem de 20 anos com diagnóstico de dengue recente procura o atendimento médico apresentar dor abdominal e vómitos persistentes. Qual seria a classificação de risco do paciento a conduta?
Dengue com dor abdominal intensa/vômitos persistentes = sinais de alarme → Grupo C, internação e hidratação venosa.
Dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes são sinais de alarme na dengue, indicando extravasamento plasmático e risco de choque. Pacientes com esses sinais devem ser classificados como Grupo C, necessitando de internação hospitalar para monitoramento rigoroso e hidratação venosa imediata.
A dengue é uma doença febril aguda causada por um arbovírus, com grande impacto na saúde pública brasileira. A classificação de risco é uma ferramenta essencial para o manejo adequado dos pacientes, permitindo identificar aqueles com maior probabilidade de desenvolver formas graves e direcionar a conduta terapêutica. A presença de sinais de alarme indica uma fase crítica da doença, onde o extravasamento plasmático pode levar ao choque. Sinais como dor abdominal intensa e vômitos persistentes são indicativos de que o paciente deve ser classificado no Grupo C. A fisiopatologia envolve o aumento da permeabilidade vascular e a depleção do volume intravascular. A conduta para pacientes do Grupo C é a internação hospitalar para monitoramento contínuo e hidratação venosa agressiva, visando repor o volume intravascular e prevenir o choque. O manejo precoce e adequado dos sinais de alarme é crucial para reduzir a morbimortalidade associada à dengue grave.
Os sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.
A dengue é classificada em quatro grupos: Grupo A (sem sinais de alarme ou comorbidades), Grupo B (sem sinais de alarme, mas com condições especiais ou risco social), Grupo C (com sinais de alarme) e Grupo D (dengue grave, com choque ou disfunção orgânica).
Pacientes no Grupo C devem ser internados para monitoramento rigoroso, hidratação venosa com soro fisiológico 0,9% (10 mL/kg na primeira hora, reavaliar), exames laboratoriais seriados (hematócrito, plaquetas) e observação para sinais de choque.
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