UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Seu Rubens, paciente obeso, hipertenso, diabético, em uso de Losartan, Hidroclorotiazida, Anlodipina, AAS, Clopidogrel, Glimepirida e Metformina, após cerca de 20 dias da alta hospitalar para implantação de stent convencional, iniciou quadro de cefaleia, mialgia e febre de 38º C. Procura atendimento médico por temer ser algo do procedimento realizado recentemente. Uma conduta importante do médico que o assistiu consiste na atenção às medicações que ele usa e o risco de sangramento. No caso em questão, assinale a alternativa CORRETA de quando se deve retirar o AAS e o Clopidogrel:
Dengue + antiagregantes: suspender AAS/Clopidogrel se plaquetas < 30.000/mm³ ou sangramento ativo.
Em pacientes com dengue e plaquetopenia, especialmente aqueles em uso de dupla antiagregação (AAS e Clopidogrel) devido a stent, a suspensão desses medicamentos é indicada apenas quando o risco de sangramento espontâneo se torna muito alto, geralmente com plaquetas abaixo de 30.000/mm³ ou na presença de sangramento ativo.
A dengue é uma doença viral que pode cursar com plaquetopenia, aumentando o risco de sangramento. Em pacientes com comorbidades e em uso de medicamentos como AAS e Clopidogrel, a decisão de suspender esses antiagregantes é complexa e deve ponderar o risco de sangramento versus o risco de eventos trombóticos, como a trombose de stent. A dupla antiagregação é crucial após a implantação de stent para prevenir a trombose. A plaquetopenia na dengue é um achado comum, mas nem sempre indica a necessidade de suspensão imediata dos antiagregantes. As diretrizes geralmente recomendam a suspensão de AAS e Clopidogrel quando a contagem de plaquetas atinge níveis críticos, tipicamente abaixo de 30.000/mm³, ou na presença de sangramento clinicamente significativo. A decisão deve ser individualizada, considerando o tipo de stent, o tempo desde a implantação e o perfil de risco do paciente. A monitorização rigorosa da contagem de plaquetas e dos sinais de sangramento é fundamental. Em casos de plaquetopenia grave ou sangramento ativo, a suspensão dos antiagregantes é imperativa, e outras medidas de suporte, como transfusão de plaquetas, podem ser consideradas. É importante educar o paciente sobre os sinais de alerta e a necessidade de procurar atendimento médico imediato em caso de piora.
Manter antiagregantes em pacientes com dengue aumenta o risco de sangramento, especialmente se houver plaquetopenia significativa, podendo levar a hemorragias graves.
A suspensão é geralmente recomendada quando a contagem de plaquetas cai abaixo de 30.000/mm³ ou na presença de sangramento ativo, para equilibrar o risco de sangramento com o risco de trombose do stent.
Sinais de alerta incluem sangramento de mucosas, petéquias extensas, equimoses, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena), sangramento vaginal e sinais de choque.
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