SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Um menino de 5 anos de idade, previamente hígido, foi levado pelos pais ao pronto atendimento com suspeita de dengue. A criança apresentou quadro de febre, que teve início há 3 dias, associado à cefaleia e mialgia com exantema maculopapular difuso e pruriginoso há 24 horas. Foram negados sintomas gastrointestinais. O exame físico apresentou os seguintes dados: peso 17 kg; bom estado geral; anictérico; normocárdico; normotenso; sem sinais meníngeos; abdome indolor à palpação e sem visceromegalias; e pele e mucosa sem alterações.Com base nessa situação hipotética, a conduta a ser realizada é orientar
Dengue pediátrica (Grupo A) → Hidratação oral 100 mL/kg/dia (1/3 SRO) + Paracetamol. AINEs contraindicados.
O manejo da dengue em crianças sem sinais de alarme (Grupo A) é ambulatorial e foca na hidratação oral vigorosa e sintomáticos. A hidratação deve ser de 80-100 mL/kg/dia, com 1/3 do volume em SRO e o restante em líquidos caseiros. O paracetamol é o analgésico/antitérmico de escolha, sendo os AINEs contraindicados pelo risco de sangramento.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Em crianças, a apresentação clínica pode ser atípica, mas a febre, cefaleia, mialgia e exantema são comuns. A classificação da dengue em grupos (A, B, C, D) baseia-se na presença de sinais de alarme e gravidade, sendo fundamental para guiar a conduta. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é vital para evitar a progressão para formas graves da doença. O manejo da dengue em crianças sem sinais de alarme (Grupo A) é ambulatorial e foca na hidratação oral rigorosa. A recomendação é de 80 a 100 mL/kg/dia de líquidos, sendo que um terço desse volume deve ser de Sais de Reidratação Oral (SRO) e os dois terços restantes de líquidos caseiros como água, sucos de frutas e água de coco. O repouso é importante, e o tratamento sintomático da febre e dor deve ser feito exclusivamente com paracetamol, evitando-se anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devido ao risco de sangramentos. A educação dos pais sobre os sinais de alarme e a importância da hidratação é um pilar do tratamento ambulatorial. O acompanhamento diário do paciente, seja presencial ou por contato telefônico, é recomendado para identificar precocemente qualquer sinal de agravamento. A monitorização do hematócrito pode ser útil em alguns casos. O prognóstico é geralmente bom para pacientes do Grupo A que recebem hidratação adequada e acompanhamento, mas a vigilância é contínua até a fase de recuperação.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas, letargia, irritabilidade, hipotensão postural, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.
A hidratação oral é crucial para prevenir a desidratação e o choque hipovolêmico na dengue. Deve ser oferecida em volumes de 80-100 mL/kg/dia, com 1/3 do volume total em Sais de Reidratação Oral (SRO) e o restante em líquidos caseiros.
Os AINEs são contraindicados na dengue porque podem aumentar o risco de sangramentos (por inibição da agregação plaquetária) e agravar a disfunção renal, mascarando sinais de gravidade da doença.
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