Dengue Pediátrica: Manejo e Sinais de Alarme Segundo MS

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Criança de 5 anos, P= 18 kg, com quadro de febre alta, mialgia, cefaleia, náusea e dor retro orbitária há 2 dias. Hoje houve o aparecimento de exantema máculo-papular difuso com presença de petéquias. Nega outras queixas. Exame físico sem demais alterações. Hemograma: Ht= 37%, leucopenia, plaquetas 140.000. De acordo com o Ministério da Saúde, assinale a alternativa que apresenta a condução correta do caso.

Alternativas

  1. A) Acompanhamento ambulatorial, prescrição de hidratação oral com 100 ml/kg/dia e reavaliação na defervescência da febre.
  2. B) Acompanhamento ambulatorial, prescrição de hidratação oral com 80 ml/kg/dia e reavaliação em 48 horas.
  3. C) Acompanhamento ambulatorial, prescrição de hidratação oral com 100 ml/kg/dia e reavaliação diária.
  4. D) Acompanhamento ambulatorial, prescrição de hidratação oral com 80 ml/kg/dia e reavaliação diária.
  5. E) Acompanhamento ambulatorial, prescrição de hidratação oral com 100ml/kg/dia e reavaliação em 48 horas.

Pérola Clínica

Dengue com petéquias ou plaquetas <150.000 → hidratação oral 100ml/kg/dia + reavaliação diária.

Resumo-Chave

O caso descreve uma criança com suspeita de dengue, apresentando petéquias e plaquetopenia (140.000), que são sinais de alarme ou indicativos de maior risco. Nesses casos, a conduta do Ministério da Saúde preconiza hidratação oral intensiva e acompanhamento diário.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, especialmente na população pediátrica. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, bem como a classificação correta do paciente, são fundamentais para um manejo adequado e para a prevenção de formas graves da doença. O Ministério da Saúde classifica a dengue em grupos (A, B, C, D) para guiar a conduta. O caso apresentado, com febre alta, mialgia, cefaleia, exantema, petéquias e plaquetopenia (140.000), sugere um quadro de dengue com sinais de alarme (petéquias) ou pelo menos um grupo B devido à plaquetopenia. A presença de petéquias é um sinal de alarme que indica a necessidade de monitoramento mais rigoroso. A conduta para pacientes com sinais de alarme ou do grupo B inclui hidratação oral intensiva (100 ml/kg/dia) e reavaliação diária. O acompanhamento diário é crucial para identificar a progressão para formas mais graves da doença, como a dengue grave, que pode levar a choque e óbito. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância da hidratação é vital.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na dengue pediátrica que indicam maior risco?

Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramentos (como petéquias), e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.

Qual a recomendação de hidratação oral para crianças com dengue sem sinais de gravidade, mas com risco?

Para crianças com dengue e sinais de alarme ou risco, a recomendação do Ministério da Saúde é hidratação oral com 100 ml/kg/dia, sendo 1/3 com soro de reidratação oral e 2/3 com líquidos caseiros (água, sucos, chás).

Quando um paciente com dengue deve ser reavaliado diariamente?

Pacientes com dengue que apresentam sinais de alarme, comorbidades, ou que se enquadram no grupo B (segundo a classificação do MS) devem ser reavaliados diariamente para monitorar a evolução e identificar precocemente sinais de gravidade.

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