HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
O Ministério da Saúde define como caso suspeito de dengue todo paciente que apresentar doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada por pelo menos dois sinais ou sintomas como: cefaleia, dor retro orbitária, mialgia, artralgia, prostração ou exantema, associados ou não à presença de hemorragia, com ou sem choque e com história epidemiológica positiva. Sobre a Dengue na população infantil: I - Atentar para crianças que apresentam quadro febril, sem foco infeccioso, ou sintomas gripais, e que tenham tido contato com ambientes endêmicos ou com risco epidemiológico para contaminação com o vírus. II - Crianças com suspeita de dengue, mas sem sinais de alarme ou sinais de choque não devem retornar para sua casa e devem ser encaminhadas para exames confirmatórios e para a urgência imediatamente. III - Nas crianças com diagnósticos diferenciais não deixar de pensar em: Endocardite e Meningococcemia, doenças que precisam iniciar antibioticoterapia no momento correto, assim como para casos de Zika Vírus. IV - No caso de dengue, deve-se encaminhar para internamento principalmente os lactentes, crianças com comorbidades e aquelas com sinais de alarme para dengue hemorrágica e choque. Estão CORRETAS:
Dengue em crianças exige alta suspeição, vigilância para sinais de alarme e internamento para lactentes/comorbidades.
A dengue em crianças pode ter apresentações atípicas, exigindo atenção a febre sem foco e história epidemiológica. O manejo inclui a identificação de sinais de alarme para internamento e a consideração de diagnósticos diferenciais graves como meningococcemia, que demandam intervenção imediata.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Na população infantil, a doença pode apresentar um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves com choque e hemorragias. É fundamental que profissionais de saúde estejam atentos à definição de caso suspeito e, principalmente, às particularidades da dengue em crianças, que podem ter manifestações atípicas e progressão mais rápida para formas graves. O diagnóstico da dengue em crianças exige alta suspeição, especialmente em quadros febris sem foco aparente ou com sintomas gripais, em áreas endêmicas. A vigilância para sinais de alarme é crítica, pois sua identificação precoce permite a intervenção adequada e previne a progressão para a dengue grave. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, letargia e sangramentos devem alertar para a necessidade de internamento e monitorização rigorosa. Além disso, é imperativo considerar diagnósticos diferenciais graves, como meningococcemia e endocardite, que podem se assemelhar à dengue e demandam tratamento específico e urgente. O manejo da dengue em crianças é baseado na classificação de risco. Crianças sem sinais de alarme podem ser manejadas ambulatorialmente com hidratação oral e acompanhamento rigoroso. No entanto, lactentes, crianças com comorbidades e aquelas que desenvolvem sinais de alarme ou choque devem ser internadas para hidratação intravenosa, monitorização hemodinâmica e tratamento de suporte. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância do retorno ao serviço de saúde é um pilar fundamental no manejo ambulatorial.
Sinais de alarme em crianças incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas, derrames cavitários e aumento progressivo do hematócrito. Lactentes e crianças com comorbidades também devem ser internados.
É crucial considerar diagnósticos diferenciais como meningococcemia ou endocardite, pois essas condições podem mimetizar a dengue grave e exigem tratamento específico e imediato, como antibioticoterapia, para evitar desfechos fatais.
A história epidemiológica positiva, como contato com ambientes endêmicos ou risco de contaminação, é um fator chave para aumentar a suspeição de dengue em crianças com quadro febril inespecífico ou sintomas gripais, guiando a investigação e o manejo.
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