Manejo da Dengue em Pediatria: Protocolo Grupo B

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Criança com 18 meses de idade, previamente hígida, é levada à emergência pediátrica, com três dias de história de febre de 38,5º C, exantema maculopapular difuso e um episódio isolado de vômito. De antecedentes sociais e familiares, mora em casa com reservatório de água destampado e possui familiares com quadros semelhantes de síndrome febril. Exame físico sem outros achados, além dos já descritos. Prova do laço negativa. Qual conduta imediata estaria indicada de acordo com as orientações do Ministério da Saúde?

Alternativas

  1. A) Hidratação oral em casa e retorno com 72 horas.
  2. B) Hidratação oral na unidade e coleta de hematócrito.
  3. C) Hidratação venosa em 1 hora e coleta de hematócrito.
  4. D) Hidratação venosa em 20 minutos e coleta de hematócrito.
  5. E) Hidratação venosa em 6 horas, coleta de hematócrito e de albumina.

Pérola Clínica

Criança < 2 anos ou risco social + suspeita de dengue = Grupo B → Hidratação na unidade + Hto.

Resumo-Chave

Pacientes do Grupo B (sem sinais de alarme, mas com condições especiais ou risco social) exigem observação e exames laboratoriais imediatos.

Contexto Educacional

O manejo da dengue no Brasil segue o protocolo de estratificação de risco do Ministério da Saúde (Grupos A, B, C e D). A identificação precoce de pacientes que, embora estáveis, possuem maior risco de complicação é vital. Crianças menores de 2 anos são particularmente vulneráveis devido à rápida desidratação e dificuldade de expressar sintomas. No caso clínico, a idade (18 meses) e o risco social (reservatório destampado e familiares doentes) classificam a criança automaticamente no Grupo B. A conduta correta envolve a coleta imediata de hematócrito e plaquetas, além do início da hidratação oral na unidade de saúde. O acompanhamento rigoroso é necessário para detectar precocemente a transição para a fase crítica da doença, marcada pelo extravasamento plasmático.

Perguntas Frequentes

Quem se enquadra no Grupo B do protocolo de Dengue?

O Grupo B inclui pacientes com suspeita de dengue que não apresentam sinais de alarme, mas que possuem condições clínicas especiais (como lactentes menores de 2 anos, gestantes, idosos, portadores de doenças crônicas) ou situações de risco social (como dificuldade de acesso à unidade de saúde ou reservatórios de água inadequados no domicílio). Esses pacientes requerem obrigatoriamente a realização de hemograma completo e observação na unidade de saúde até o resultado dos exames.

Qual a conduta de hidratação para o Grupo B?

A conduta imediata para o Grupo B é a hidratação oral supervisionada na unidade de saúde, enquanto se aguarda o resultado do hematócrito. A reposição volêmica deve seguir as orientações do Ministério da Saúde (fórmula de 60 ml/kg/dia, sendo 1/3 com soro de reidratação oral e 2/3 com líquidos caseiros). Se o hematócrito estiver normal, o paciente pode ser reclassificado e seguir para o domicílio com orientações; se houver hemoconcentração, o manejo muda para o Grupo C.

O que define a prova do laço negativa na dengue?

A prova do laço é considerada negativa quando o número de petéquias em um quadrado de 2,5 cm de lado é inferior a 20 em adultos ou inferior a 10 em crianças. No entanto, uma prova do laço negativa não exclui o diagnóstico de dengue nem a possibilidade de evolução para formas graves. Ela é apenas um marcador de fragilidade capilar que auxilia na triagem inicial, mas a classificação de risco depende primordialmente dos sinais de alarme e condições associadas.

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