HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 26 anos de idade, com antecedente de anemia falciforme, foi recentemente diagnosticada com dengue na unidade de emergência. Nesta ocasião, foi feita prescrição de sintomáticos e a paciente recebeu alta, com orientação de retornar hoje para reavaliação dos índices hematimétricos. Relata que a febre cessou por dois dias, retornando hoje com temperatura de 38,1°C. Além disso, refere manter artralgia de forte intensidade e ter iniciado com tosse seca e astenia, que a impede de realizar as tarefas do dia a dia, há um dia. Ao exame, está desidratada (+/4+), dispneica (+/4+), com saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente e frequência cardíaca de 110bpm. Considerando que a hemoglobina basal da paciente é de 9,5g/dL, assinale a alternativa correta sobre a condução do caso:
Dengue + Anemia Falciforme + Sinais de Gravidade → Monitorar Hb basal e considerar transfusão se queda >10%.
Pacientes com anemia falciforme e dengue apresentam maior risco de complicações, como crises vaso-oclusivas e síndrome torácica aguda, devido à interação entre a infecção viral e a doença de base. A avaliação da hemoglobina basal é crucial, e uma queda significativa (>10%) pode indicar a necessidade de transfusão para otimizar a oxigenação e prevenir exacerbações da falciforme.
A dengue é uma arbovirose comum no Brasil, e sua apresentação clínica pode variar de formas assintomáticas a quadros graves com choque e sangramentos. Em pacientes com comorbidades, como a anemia falciforme, a infecção pode ter um curso mais complicado. A anemia falciforme, uma hemoglobinopatia genética, predispõe a crises vaso-oclusivas, anemia crônica e maior suscetibilidade a infecções. A interação entre a dengue e a anemia falciforme pode levar a uma exacerbação de ambas as condições, tornando o manejo clínico um desafio. A fisiopatologia da dengue envolve disfunção endotelial e extravasamento plasmático, enquanto a anemia falciforme é caracterizada pela polimerização da hemoglobina S, levando à deformação dos eritrócitos e oclusão microvascular. Quando ambas as condições coexistem, a inflamação sistêmica da dengue pode precipitar ou agravar crises vaso-oclusivas, incluindo a síndrome torácica aguda, uma complicação grave da falciforme. A avaliação laboratorial é crucial, com monitoramento da hemoglobina, hematócrito e plaquetas. Sinais de gravidade na dengue, como dispneia, hipoxemia e desidratação, exigem atenção imediata. O tratamento da dengue em pacientes falciformes deve ser individualizado. A hidratação venosa é fundamental, mas deve ser balanceada para evitar sobrecarga hídrica, especialmente na presença de síndrome torácica aguda. A transfusão de hemácias é uma intervenção importante, indicada quando há queda significativa da hemoglobina (geralmente >10% do valor basal) ou sinais de hipóxia e complicações graves, visando melhorar a capacidade de transporte de oxigênio e diluir as hemácias falciformes. O manejo multidisciplinar e a vigilância constante são essenciais para otimizar o prognóstico desses pacientes.
Pacientes com anemia falciforme e dengue têm risco aumentado de desenvolver complicações graves, como crises vaso-oclusivas (incluindo síndrome torácica aguda), sequestro esplênico, aplasia medular e hemólise acentuada. A infecção viral pode precipitar ou agravar as manifestações da doença falciforme.
A transfusão de hemácias deve ser considerada em pacientes com anemia falciforme e dengue que apresentem queda significativa da hemoglobina (geralmente >10% do valor basal), sinais de hipóxia, piora clínica, ou desenvolvimento de complicações como síndrome torácica aguda ou crise aplástica, visando melhorar a oxigenação e reduzir a proporção de hemácias falciformes.
Além dos sinais de alarme gerais da dengue (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, letargia), em pacientes com anemia falciforme, deve-se atentar para piora da dispneia, tosse, dor torácica (sugerindo síndrome torácica aguda), palidez súbita, aumento do baço (sequestro esplênico) e queda acentuada da hemoglobina.
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