HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
É considerado fator de risco para o desenvolvimento de dengue hemorrágica:
Obesidade é fator de risco para Dengue Grave/Hemorrágica.
A obesidade é um fator de risco reconhecido para o desenvolvimento de formas mais graves de dengue, incluindo a dengue hemorrágica. Pacientes obesos podem apresentar uma resposta inflamatória exacerbada e disfunção endotelial, contribuindo para a progressão da doença.
A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos, com um espectro clínico que varia de formas assintomáticas a quadros graves, como a dengue hemorrágica (agora classificada como dengue grave). A identificação dos fatores de risco para o desenvolvimento das formas mais graves é crucial para a estratificação de risco e o manejo adequado dos pacientes, visando reduzir a morbimortalidade. Diversos fatores contribuem para a gravidade da dengue. A infecção secundária por um sorotipo diferente do vírus da dengue é o principal fator imunológico, devido ao fenômeno de Amplificação Dependente de Anticorpos (ADE), onde anticorpos não neutralizantes da primeira infecção facilitam a entrada do vírus em monócitos e macrófagos, aumentando a carga viral e a resposta inflamatória. Além disso, extremos de idade (lactentes e idosos) e a presença de comorbidades crônicas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças cardíacas e obesidade, são reconhecidos como fatores de risco importantes. A obesidade, especificamente, tem sido associada a um risco aumentado de dengue grave. Pacientes obesos frequentemente apresentam um estado inflamatório crônico de baixo grau e disfunção endotelial, o que pode exacerbar a resposta inflamatória sistêmica à infecção pelo vírus da dengue, levando a um maior extravasamento plasmático, choque e outras complicações. Portanto, a avaliação cuidadosa desses fatores de risco permite aos profissionais de saúde monitorar mais de perto os pacientes de alto risco e intervir precocemente, melhorando o prognóstico.
Os principais fatores incluem infecção secundária por sorotipo diferente, idade (extremos de idade), presença de comorbidades (diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, obesidade) e, em alguns estudos, fatores genéticos.
A obesidade pode levar a um estado pró-inflamatório crônico e disfunção endotelial, o que pode exacerbar a resposta inflamatória à infecção pelo vírus da dengue, aumentando o risco de extravasamento plasmático e choque.
Sim, a infecção secundária por um sorotipo diferente do que causou a primeira infecção é o fator de risco imunológico mais importante para o desenvolvimento de dengue grave, devido ao fenômeno de Amplificação Dependente de Anticorpos (ADE).
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