INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Um homem de 39 anos de idade é trazido à Unidade de Pronto Atendimento por familiares, com história de febre há quatro dias, que cedeu nas últimas doze horas, bem como cefaleia, astenia e vômitos. Refere sangramento gengival ao escovar os dentes. Entre os exames solicitados, o resultado do hematócrito é 47% (valor de referência: 47 ± 7%) e a prova do laço é positiva. Frente a esse quadro, a conduta mais adequada é:
Dengue sem sinais de alerta + prova do laço (+) = Grupo B → Hidratação oral + reavaliação.
Pacientes classificados no Grupo B (com sangramento de pele ou prova do laço positiva) podem ser manejados ambulatorialmente com hidratação oral supervisionada e monitoramento laboratorial.
A dengue é uma arbovirose com espectro clínico variado, exigindo triagem rápida baseada na classificação de risco do Ministério da Saúde. O manejo é focado na reposição volêmica precoce para prevenir o choque por extravasamento plasmático. O reconhecimento dos grupos (A, B, C e D) direciona se o tratamento será domiciliar, em observação ou em leito de terapia intensiva. No caso de pacientes do Grupo B, a estabilidade hemodinâmica permite o manejo ambulatorial, desde que não haja sinais de alerta. A prova do laço positiva ou sangramentos cutâneos isolados não definem gravidade por si só, mas exigem uma vigilância maior do que o Grupo A, com necessidade de hemograma obrigatório para monitorar a hemoconcentração.
O Grupo B inclui pacientes com dengue que apresentam sangramento espontâneo de pele (petéquias) ou prova do laço positiva, mas que não possuem sinais de alerta (como dor abdominal intensa ou vômitos persistentes) nem condições clínicas especiais ou risco social.
Os sinais de alerta incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa, sangramento de mucosa e aumento repentino do hematócrito.
A conduta envolve hidratação oral vigorosa (60ml/kg/dia) e acompanhamento laboratorial (hemograma) até a estabilização. O paciente pode ser acompanhado ambulatorialmente, mas deve ser orientado rigidamente sobre os sinais de alerta para retorno imediato.
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