SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
No que diz respeito ao estadiamento e ao tratamento dos casos suspeitos de dengue, julgue o item subsequente. Paciente com prova do laço negativa e ausência de manifestações hemorrágicas e de sinais de alarme deve ser tratado com hidratação oral, analgésicos e antitérmicos, devendo-se evitar a prescrição de AAS.
Dengue sem sinais de alarme ou hemorragia → hidratação oral, analgésicos (paracetamol), antitérmicos; AAS contraindicado.
Pacientes com dengue classificados como Grupo A (sem sinais de alarme, sem manifestações hemorrágicas espontâneas, prova do laço negativa) devem ser tratados ambulatorialmente com hidratação oral abundante, analgésicos e antitérmicos (preferencialmente paracetamol). O ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são contraindicados devido ao risco de sangramento.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, e seu manejo adequado é crucial para evitar a progressão para formas graves. A classificação de risco é o primeiro passo, dividindo os pacientes em grupos (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme, comorbidades e gravidade. O Grupo A compreende pacientes sem sinais de alarme, sem comorbidades e sem risco social, que podem ser tratados ambulatorialmente. O tratamento para o Grupo A foca na hidratação oral intensiva para combater a desidratação e a hemoconcentração, que são fatores de risco para o choque. Além disso, são indicados analgésicos e antitérmicos para alívio sintomático, sendo o paracetamol a droga de escolha. É imperativo evitar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), pois estes podem exacerbar a disfunção plaquetária e aumentar o risco de hemorragias, uma complicação potencialmente fatal da dengue. A educação do paciente sobre os sinais de alarme e a necessidade de retorno imediato ao serviço de saúde é um componente essencial do manejo ambulatorial. O acompanhamento clínico diário ou a cada 48 horas, com reavaliação dos sintomas e sinais vitais, é fundamental para identificar precocemente qualquer deterioração do quadro e reclassificar o paciente para um grupo de maior risco, garantindo a intervenção adequada e salvando vidas.
Os sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia >2cm, sangramento de mucosas e aumento progressivo do hematócrito.
O AAS e outros AINEs são contraindicados na dengue porque podem inibir a agregação plaquetária e aumentar o risco de sangramentos, agravando a coagulopatia já presente na doença.
A hidratação oral abundante é fundamental na dengue para prevenir a desidratação e a hemoconcentração, que podem levar à progressão para formas mais graves da doença.
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