Dengue na Gravidez: Sinais de Alarme Críticos

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Uma gestante de 20 semanas, moradora de área endêmica, chegou à admissão da maternidade com sinais e sintomas sugestivos de dengue.Após o exame clínico-obstétrico e laboratorial, a equipe de plantão resolveu internar e tratar a paciente, pois identificou corretamente o seguinte sinal de alarme:

Alternativas

  1. A) vômitos esporádicos;
  2. B) dor abdominal moderada;
  3. C) hipotensão postural e/ou lipotimia;
  4. D) diminuição progressiva do hematócrito;
  5. E) esplenomegalia 1 cm abaixo do rebordo costal.

Pérola Clínica

Gestante com dengue: hipotensão postural/lipotimia é sinal de alarme, indicando extravasamento plasmático e necessidade de internação.

Resumo-Chave

A hipotensão postural e/ou lipotimia são sinais de alarme importantes na dengue, especialmente em gestantes, pois indicam instabilidade hemodinâmica e extravasamento plasmático, que pode progredir para choque. A identificação precoce desses sinais é crucial para a internação e o manejo adequado da paciente, prevenindo complicações graves para a mãe e o feto.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, e sua ocorrência durante a gestação representa um desafio clínico significativo. As gestantes são consideradas um grupo de risco para formas mais graves da doença, e a infecção pode estar associada a desfechos maternos e fetais adversos, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e, em casos graves, óbito materno. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Os sinais de alarme da dengue indicam o início do extravasamento plasmático e a iminência de choque, exigindo atenção médica imediata. Entre eles, destacam-se a dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramentos, letargia, irritabilidade, hepatomegalia e, como no caso da questão, hipotensão postural e/ou lipotimia. A hipotensão postural é um indicador de hipovolemia e instabilidade hemodinâmica, que pode rapidamente progredir para choque se não for tratada prontamente. O manejo da dengue em gestantes com sinais de alarme requer internação hospitalar, monitoramento rigoroso dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas, além de avaliação fetal contínua. A terapia de reposição volêmica com cristaloides é a base do tratamento. Para residentes, é fundamental estar apto a reconhecer esses sinais precocemente e iniciar a conduta apropriada, visando a estabilização da paciente e a proteção do feto, dada a vulnerabilidade desse grupo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue em gestantes?

Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, lipotimia, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito concomitante à queda das plaquetas.

Por que a hipotensão postural é um sinal de alarme importante na dengue gestacional?

A hipotensão postural indica instabilidade hemodinâmica e é um forte indício de extravasamento plasmático, que é a principal característica fisiopatológica da dengue grave. Em gestantes, a rápida progressão para choque pode ter consequências devastadoras para a mãe e o feto, tornando a identificação precoce crucial.

Qual a conduta inicial ao identificar um sinal de alarme de dengue em uma gestante?

Ao identificar um sinal de alarme, a gestante deve ser imediatamente internada para monitoramento rigoroso e início da hidratação venosa. O manejo envolve a reposição volêmica com cristaloides, monitoramento dos sinais vitais, diurese, hematócrito e plaquetas, e avaliação fetal contínua.

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