ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma gestante de 20 semanas, moradora de área endêmica, chegou à admissão da maternidade com sinais e sintomas sugestivos de dengue.Após o exame clínico-obstétrico e laboratorial, a equipe de plantão resolveu internar e tratar a paciente, pois identificou corretamente o seguinte sinal de alarme:
Gestante com dengue: hipotensão postural/lipotimia é sinal de alarme, indicando extravasamento plasmático e necessidade de internação.
A hipotensão postural e/ou lipotimia são sinais de alarme importantes na dengue, especialmente em gestantes, pois indicam instabilidade hemodinâmica e extravasamento plasmático, que pode progredir para choque. A identificação precoce desses sinais é crucial para a internação e o manejo adequado da paciente, prevenindo complicações graves para a mãe e o feto.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, e sua ocorrência durante a gestação representa um desafio clínico significativo. As gestantes são consideradas um grupo de risco para formas mais graves da doença, e a infecção pode estar associada a desfechos maternos e fetais adversos, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e, em casos graves, óbito materno. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Os sinais de alarme da dengue indicam o início do extravasamento plasmático e a iminência de choque, exigindo atenção médica imediata. Entre eles, destacam-se a dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramentos, letargia, irritabilidade, hepatomegalia e, como no caso da questão, hipotensão postural e/ou lipotimia. A hipotensão postural é um indicador de hipovolemia e instabilidade hemodinâmica, que pode rapidamente progredir para choque se não for tratada prontamente. O manejo da dengue em gestantes com sinais de alarme requer internação hospitalar, monitoramento rigoroso dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas, além de avaliação fetal contínua. A terapia de reposição volêmica com cristaloides é a base do tratamento. Para residentes, é fundamental estar apto a reconhecer esses sinais precocemente e iniciar a conduta apropriada, visando a estabilização da paciente e a proteção do feto, dada a vulnerabilidade desse grupo.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, lipotimia, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito concomitante à queda das plaquetas.
A hipotensão postural indica instabilidade hemodinâmica e é um forte indício de extravasamento plasmático, que é a principal característica fisiopatológica da dengue grave. Em gestantes, a rápida progressão para choque pode ter consequências devastadoras para a mãe e o feto, tornando a identificação precoce crucial.
Ao identificar um sinal de alarme, a gestante deve ser imediatamente internada para monitoramento rigoroso e início da hidratação venosa. O manejo envolve a reposição volêmica com cristaloides, monitoramento dos sinais vitais, diurese, hematócrito e plaquetas, e avaliação fetal contínua.
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