PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2017
O paciente J.S., 76 anos, foi diagnosticado com Dengue no dia 09/02/2015. Apresentava PA = 90 x 60 mmHg. Devido à desidratação, a soroterapia foi iniciada na própria unidade básica de saúde e, imediatamente a seguir, o paciente foi encaminhado ao Hospital. No dia 10/02/2015, J.S. passou a apresentar petéquias e insuficiência respiratória, além de urina colúrica. Apesar de todos os esforços da equipe de saúde, evoluiu para óbito na madrugada de 11/02/2015. Ao atestar o óbito, o médico notou que no prontuário constava a informação de que J.S. era hipertenso e diabético havia pelo menos 5 anos. A causa básica do óbito foi:
Dengue grave = Extravasamento plasmático, choque, hemorragias, disfunção orgânica.
A Dengue Hemorrágica (agora classificada como Dengue Grave) é uma complicação séria da infecção por dengue, caracterizada por extravasamento plasmático, choque, sangramentos e disfunção de órgãos. Os sintomas como petéquias, insuficiência respiratória e urina colúrica (indicando hemólise ou sangramento renal) são manifestações de choque e coagulopatia, levando ao óbito.
A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos, com um espectro clínico que varia desde formas assintomáticas até quadros graves e fatais. A Dengue Grave, anteriormente conhecida como Dengue Hemorrágica, representa uma emergência médica e é uma das principais causas de óbito em regiões endêmicas. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a identificar os sinais de alerta e manejar adequadamente esses pacientes, especialmente em idosos e indivíduos com comorbidades. A fisiopatologia da dengue grave envolve principalmente o extravasamento plasmático, que leva à hemoconcentração, choque hipovolêmico e, consequentemente, disfunção de múltiplos órgãos. Além disso, pode ocorrer coagulopatia, resultando em manifestações hemorrágicas como petéquias, equimoses e sangramentos mais graves. A insuficiência respiratória pode ser decorrente do extravasamento para o espaço pleural ou edema pulmonar, enquanto a urina colúrica pode indicar hemólise ou lesão renal aguda. O manejo da dengue grave é principalmente de suporte, com foco na reposição volêmica adequada para combater o choque e monitoramento rigoroso dos sinais vitais, hematócrito e plaquetas. A identificação precoce dos sinais de alerta e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico. Pacientes idosos e com comorbidades como hipertensão e diabetes exigem atenção redobrada devido ao maior risco de descompensação e complicações.
A dengue grave é caracterizada por extravasamento plasmático grave (levando a choque ou acúmulo de fluidos com desconforto respiratório), sangramento grave (conforme avaliação médica) e/ou comprometimento grave de órgãos (fígado, SNC, coração).
Pacientes idosos e com comorbidades como hipertensão e diabetes têm maior risco de desenvolver formas graves de dengue e complicações, devido à menor reserva fisiológica e à resposta inflamatória exacerbada.
Sinais de alerta incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.
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