HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Victor, nove anos, apresenta febre alta há cinco dias cefaléia, dor retro orbitária e letargia. Hoje apresentou sangramento em mucosas, com surgimento de dor abdominal intensa e contínua. A conduta para esse paciente é:
Dengue com sinais de alarme (dor abdominal intensa, letargia, sangramento) → hidratação venosa e internação imediata.
Pacientes com dengue que apresentam sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, letargia e sangramento em mucosas, indicam progressão para dengue grave. Nesses casos, a conduta é a hidratação venosa imediata e internação hospitalar para monitoramento e manejo intensivo, a fim de prevenir choque e outras complicações.
A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos, com um espectro clínico que varia de formas assintomáticas a quadros graves, potencialmente fatais. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para o manejo adequado e para evitar a progressão para a dengue grave, que pode levar a choque, sangramentos importantes e falência de órgãos. Os sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia, irritabilidade e hipotensão postural, indicam extravasamento plasmático e/ou disfunção orgânica. A presença de qualquer um desses sinais classifica o paciente no Grupo C (dengue com sinais de alarme) e exige atenção médica imediata. A conduta para pacientes com sinais de alarme é a internação hospitalar e a hidratação venosa com cristaloides, como soro fisiológico 0,9%, em doses e ritmos específicos para restaurar o volume intravascular e prevenir o choque. O monitoramento rigoroso dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas é fundamental. Analgésicos como o paracetamol são permitidos, mas AINEs (como ibuprofeno) são contraindicados devido ao risco de sangramento.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e hepatomegalia dolorosa.
A conduta inicial para pacientes com dengue e sinais de alarme é a hidratação venosa imediata com cristaloides (geralmente soro fisiológico 0,9%) e a internação hospitalar para monitoramento rigoroso e manejo de possíveis complicações.
O ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são contraindicados na dengue devido ao risco de aumentar a permeabilidade vascular e o sangramento, agravando a condição do paciente. O paracetamol é o analgésico e antipirético de escolha.
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