SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Escolar de sete anos de idade é atendido em Unidade Básica de Saúde com história de febre alta háquatro dias, associada à mialgia, artralgia, dor retroorbitária e exantema maculopapular em todo o corpo. Há 12 horas começou a apresentar vômitos persistentes associados a dor abdominal intensa e contínua. Ao exame físico, paciente encontra-se taquicárdico, taquipneico, com pulsos periféricos finos e enchimento capilar de 3 segundos. Pressão arterial de 100X70mmHg. Considerando o caso apresentado, qual a melhor conduta inicial para esse caso?
Dengue com sinais de choque (pulsos finos, TPC > 2s, taquicardia) → Cristalóide 20ml/kg IV, repetir até 3x, UTI.
Pacientes pediátricos com dengue e sinais de choque (taquicardia, pulsos finos, TPC prolongado, dor abdominal intensa, vômitos persistentes) necessitam de reposição volêmica agressiva com cristaloides e internação em UTI.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Em crianças, a doença pode evoluir rapidamente para formas graves, como a síndrome do choque da dengue, que é uma emergência médica. A identificação precoce dos sinais de alarme e de choque é crucial para um desfecho favorável. A fisiopatologia do choque na dengue envolve o extravasamento plasmático devido ao aumento da permeabilidade capilar, levando à hipovolemia e, consequentemente, ao choque. Sinais como taquicardia, pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), dor abdominal intensa e vômitos persistentes indicam a necessidade de intervenção imediata. O manejo do choque por dengue exige reposição volêmica agressiva com cristaloides. A recomendação é iniciar com 20 mL/kg de soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato em 15-30 minutos, podendo ser repetida até três vezes. Após a estabilização inicial, a criança deve ser encaminhada para internação em unidade de terapia intensiva para monitoramento contínuo e manejo de suporte.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, e derrame pleural/ascite.
A conduta inicial é a reposição volêmica imediata com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato) na dose de 20 mL/kg em 15-30 minutos, podendo ser repetida até três vezes, seguida de internação em UTI.
A hidratação oral é inadequada para pacientes com sinais de choque, vômitos persistentes e dor abdominal intensa, pois a absorção é comprometida e a necessidade de reposição volêmica é urgente e em grande volume, exigindo a via parenteral.
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