Dengue Grave: Manejo do Choque e Sinais de Alarme

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2019

Enunciado

Paciente masculino, de 25 anos de idade, há quatro dias com febre até 39°C, cefaleia retro-orbicular intensa, mialgia e náuseas. Nega artralgias. Hoje, quando escovava os dentes, percebeu sangramento gengival autolimitado. Refere que, no condomínio onde mora, foram diagnosticados recentemente vários casos de dengue. Está hipo-hidratado com PR 120 bpm, PA 100 X 90 mmHg e Tax 38,6°C. Pulmões limpos. Abdome plano, muito doloroso à palpação em hipocôndrio direito, onde há fígado a 5 cm do rebordo costal. Não há edemas periféricos. Os exames laboratoriais revelam hematócrito 56%, leucócitos 2.800 mm³ (0/0/0/0/9/45/40/6), plaquetas 22.000 mm³, TAP-INR 1.2, PTTa 36s (controle 33s). A conduta a ser adotada é:

Alternativas

  1. A) hidratação oral com soluções isotônicas, repouso no domicílio e retorno ao posto de saúde para reavaliação do quadro clínico e laboratorial em 24 horas; caso recorra o sangramento gengival espontâneo, deverá retornar antes
  2. B) internação para reposição volêmica com solução mista de coloide e cristaloide, transfusão de concentrados de plaquetas, acompanhamento de marcadores perfusionais e reavaliação de hematócrito e de plaquetas doze horas após a transfusão 
  3. C) internação para observação, reposição volêmica com soluções cristaloides, acompanhamento de marcadores perfusionais (PA, diurese, gasometria e lactato) e reavaliação de hematócrito em duas horas
  4. D) hidratação oral no domicílio com soluções isotônicas (120/mL/K g/dia) e vitamina K 1 mg via oral/dia; retornar para internação hospitalar caso surjam petéquias ou hemorragias espontâneas

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