Fisiopatologia da Dengue Grave: Permeabilidade Capilar

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

A fisiopatogenia da dengue grave está relacionada com:

Alternativas

  1. A) Pancitopenia autoimune.
  2. B) Hemorragia.
  3. C) Aumento da permeabilidade capilar.
  4. D) Insuficiência hepática.

Pérola Clínica

Dengue grave = ↑ Permeabilidade capilar → Extravasamento plasmático → Choque hipovolêmico.

Resumo-Chave

A fisiopatogenia da dengue grave é centrada na disfunção endotelial transitória, que causa aumento da permeabilidade capilar e perda de plasma para o terceiro espaço.

Contexto Educacional

A dengue grave, anteriormente classificada como febre hemorrágica da dengue, é uma manifestação sistêmica complexa mediada por uma resposta imune exacerbada. A interação entre o vírus, anticorpos pré-existentes (teoria de Halstead) e células do hospedeiro libera citocinas que alteram a barreira endotelial sem causar dano estrutural permanente aos vasos. Clinicamente, isso se traduz em sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e acúmulo de líquidos. O tratamento é baseado na reposição volêmica vigorosa e precoce, pois a disfunção endotelial é autolimitada, durando geralmente de 24 a 48 horas.

Perguntas Frequentes

Qual o principal mecanismo do choque na dengue grave?

O principal mecanismo é o extravasamento plasmático sistêmico decorrente do aumento da permeabilidade capilar. Isso leva à hemoconcentração, hipoalbuminemia e derrames cavitários (ascite, derrame pleural), resultando em choque hipovolêmico se não manejado precocemente com reposição volêmica.

A hemorragia é obrigatória para o diagnóstico de dengue grave?

Não. Embora fenômenos hemorrágicos possam ocorrer devido à trombocitopenia e disfunção de fatores de coagulação, a definição de dengue grave foca no extravasamento plasmático, choque e disfunção orgânica grave, independentemente da presença de sangramento visível.

Quando ocorre a fase crítica da dengue?

A fase crítica geralmente ocorre entre o 3º e o 7º dia de doença, coincidindo com a defervescência (queda da febre). É neste período que o risco de extravasamento plasmático e choque é máximo, exigindo monitoramento rigoroso de sinais de alarme.

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