HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Considere um paciente com síndrome febril aguda. É incorreto afirmar:
Repleção volêmica na dengue grave é ESSENCIAL para combater extravasamento capilar, NÃO agrava.
A alternativa C está incorreta porque a repleção volêmica adequada é um pilar fundamental no manejo da dengue com sinais de alarme ou grave. O extravasamento capilar leva à hipovolemia e choque, e a reposição de fluidos visa justamente reverter essa condição, prevenindo ou tratando o choque, e não agravando o extravasamento.
A síndrome febril aguda é uma apresentação clínica comum e desafiadora, especialmente em regiões endêmicas para arboviroses como a dengue. A dengue, em particular, pode evoluir para formas graves com extravasamento plasmático, hemorragias e disfunção orgânica. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é fundamental para um manejo adequado e para a redução da morbimortalidade. A fisiopatologia da dengue grave envolve o aumento da permeabilidade capilar, levando ao extravasamento de plasma, hemoconcentração e, em casos mais severos, choque hipovolêmico. O manejo da dengue com sinais de alarme ou grave exige uma hidratação venosa agressiva e monitoramento rigoroso. A repleção volêmica adequada é a principal medida para reverter o choque e prevenir complicações, sendo incorreto afirmar que ela agrava o extravasamento capilar. O tratamento da dengue é de suporte, com foco na hidratação. É crucial evitar o uso de AINEs e antiplaquetários devido ao risco de sangramento. O prognóstico depende da rapidez e adequação do manejo, especialmente da reposição volêmica. Outras síndromes febris, como febre amarela e leptospirose, também devem ser consideradas no diagnóstico diferencial, especialmente na presença de icterícia, e possuem suas próprias particularidades de manejo e complicações, como a hemorragia alveolar e insuficiência renal na leptospirose.
Sinais de gravidade na dengue incluem hemoconcentração, manifestações hemorrágicas, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia e derrame em cavidades.
A repleção volêmica é crucial porque a dengue grave causa extravasamento capilar, levando à perda de plasma para o terceiro espaço, hipovolemia e choque. A reposição de fluidos visa restaurar o volume intravascular e prevenir o choque.
Na presença de icterícia associada à síndrome febril, devem ser consideradas doenças como Febre Amarela, Leptospirose, malária grave e hepatites virais agudas.
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