HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Ana, 20 anos, está no 6° mês de gestação procurou a UAPS com queixa de febre há 2 dias, mialgia e cefaleia. Está preocupada achando que pode ser dengue, pois várias pessoas na vizinhança já foram acometidas pela doença. Exame físico: PA 100/65 mmHg, eupneica, anictérica, Temperatura axilar 38,5°C, ausculta cardíaca RCR 2T 100 bpm, ausculta pulmonar sem alterações, abdome livre. Marque a resposta correta:
Dengue na gestação: hemograma é crucial para avaliar gravidade e risco de complicações.
Em gestantes com suspeita de dengue, o hemograma é fundamental desde o início para monitorar sinais de alarme como hemoconcentração e plaquetopenia, que indicam risco de agravamento e necessidade de internação e hidratação adequada. A prova do laço não afasta nem confirma e a sorologia inicial pode ser negativa.
A dengue na gestação é uma preocupação de saúde pública devido ao risco de complicações maternas e fetais, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e, raramente, transmissão vertical. A epidemiologia da dengue no Brasil a torna uma doença comum, exigindo atenção especial em populações vulneráveis como as gestantes. O diagnóstico da dengue em gestantes baseia-se na clínica (febre, mialgia, cefaleia, exantema) e em exames laboratoriais. O hemograma é crucial para monitorar a evolução da doença, identificando sinais de alarme como hemoconcentração (aumento do hematócrito) e plaquetopenia (redução das plaquetas), que indicam risco de choque e sangramentos. O manejo inicial inclui hidratação oral ou venosa, repouso e monitoramento rigoroso. A internação é indicada para casos com sinais de alarme ou gravidade. O acompanhamento do hemograma deve ser diário ou a cada 48h, dependendo da fase da doença e da evolução clínica, para identificar precocemente a necessidade de intervenções.
O hemograma completo é o exame inicial mais importante para avaliar a gravidade e o risco de complicações, como hemoconcentração e plaquetopenia, que são sinais de alarme.
A prova do laço avalia a fragilidade capilar e, embora possa ser positiva na dengue, não é diagnóstica e não afasta a doença, especialmente em casos leves ou no início da infecção.
A sorologia IgM/IgG é mais útil a partir do 5º dia de sintomas. Nos primeiros dias de febre, o teste rápido NS1 ou o PCR são mais indicados para confirmação diagnóstica.
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