Dengue na Gestação: Manejo de Sinais de Alarme

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Patrícia, 28 anos, primigesta, com 32 semanas de gestação, procura a emergência obstétrica com queixas de febre alta, mialgia intensa, cefaleia e dor retro-orbitária iniciadas há quatro dias. Relata que, nas últimas 6 horas, passou a apresentar dor abdominal intensa e contínua, além de dois episódios de vômitos. Ao exame físico, apresenta-se prostrada, afebril no momento, com pressão arterial de 105/65 mmHg, frequência cardíaca de 114 bpm e frequência respiratória de 22 irpm. O exame obstétrico revela útero normotônico, batimentos cardiofetais de 136 bpm e ausência de dinâmica uterina. Ao toque vaginal, o colo está grosso, posterior e fechado. Os exames laboratoriais colhidos na admissão mostram: Hemoglobina 11,4 g/dL; Hematócrito 42% (o valor de referência no primeiro trimestre era 34%); Leucócitos 3.100/mm³; Plaquetas 72.000/mm³; Aspartato Aminotransferase (AST) 155 U/L; Alanina Aminotransferase (ALT) 140 U/L. A conduta imediata mais adequada para esta paciente é:

Alternativas

  1. A) Administração de dose de ataque de sulfato de magnésio para neuroproteção fetal e prescrição de dexametasona intramuscular para maturação pulmonar, visando o parto eletivo em 48 horas após estabilização das plaquetas.
  2. B) Realização de ultrassonografia obstétrica com Doppler de artérias uterinas e umbilicais, seguida de interrupção da gestação por via alta devido ao risco iminente de descolamento prematuro de placenta e óbito fetal.
  3. C) Prescrição de hidratação oral rigorosa (60 mL/kg/dia), sintomáticos para dor e orientação de repouso domiciliar com retorno imediato se houver sangramento vaginal ou piora da dor abdominal.
  4. D) Internação em leito de alta complexidade ou enfermaria com monitorização rigorosa, início de hidratação venosa imediata com 10 mL/kg de cristaloide na primeira hora e reavaliação clínica e laboratorial constante.

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