PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Adolescente, sexo masculino, 11 anos de idade, previamente saudável, residente em Belo Horizonte, apresenta há quatro dias febre, mialgia, cefaleia e dor retro-orbitária. Ao exame físico, está corado hidratado, pulsos cheios, enchimento capilar de 2 segundos, PA: 110x60mmHg. Ausência de dor abdominal, vômitos e sinais de sangramento. Fígado e baço não palpados. O pediatra de plantão suspeitou de Dengue, porém não é possível solicitar teste de detecção de antígeno NS1. Qual afirmativa é considerada ERRADA em relação ao caso?
Prova do laço NÃO é mais recomendada para estratificação de risco na dengue.
A prova do laço, embora historicamente utilizada, não é mais um critério para estratificação de risco na dengue segundo as diretrizes atuais do Ministério da Saúde, pois sua sensibilidade e especificidade são limitadas e não prediz adequadamente a gravidade.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, com manifestações clínicas variadas, desde formas assintomáticas até graves. A estratificação de risco é crucial para o manejo adequado, identificando pacientes que necessitam de maior vigilância ou internação. As diretrizes do Ministério da Saúde são constantemente atualizadas para otimizar a conduta. Historicamente, a prova do laço foi utilizada como um indicador de fragilidade capilar e risco de sangramento, mas estudos recentes e as diretrizes atuais do Ministério da Saúde (como o Guia de Vigilância em Saúde e o Protocolo de Manejo Clínico da Dengue) não a incluem mais como critério para estratificação de risco. O foco está nos sinais de alarme e na evolução clínica. A hidratação é a base do tratamento, e a contraindicação de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é devido ao risco de sangramento. O hemograma, embora não obrigatório em todos os casos leves, é útil para monitorar a evolução e identificar sinais de alarme como hemoconcentração e plaquetopenia. O manejo da dengue exige vigilância contínua, especialmente na fase crítica (entre o 3º e o 7º dia de doença), quando podem surgir os sinais de alarme. A educação do paciente e da família sobre os sinais de alerta e a importância da hidratação são medidas essenciais para um bom prognóstico.
A prova do laço não é mais recomendada porque sua sensibilidade e especificidade são baixas para predizer a gravidade da dengue, e sua positividade não se correlaciona diretamente com o risco de choque ou sangramento grave.
Os sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito.
A hidratação oral é fundamental no manejo da dengue, especialmente nos casos leves e moderados, para prevenir a desidratação e o choque. É indicada desde o início dos sintomas, de acordo com o peso do paciente.
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