SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Paciente de 72 anos considerado caso suspeito de dengue, com petéquias e sem sinais de alarme. Qual deve ser seu estadiamento clínico e conduta mais adequada?
Dengue com petéquias SEM sinais de alarme = Grupo B. Conduta: hidratação oral, paracetamol/dipirona, exames, observação e reavaliação.
Pacientes com suspeita de dengue e manifestações hemorrágicas leves (como petéquias), mas sem outros sinais de alarme, são classificados no Grupo B. A conduta inclui hidratação oral rigorosa, sintomáticos, exames complementares e observação atenta, pois podem evoluir para formas mais graves.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com manifestações clínicas que variam de formas assintomáticas a quadros graves com choque e sangramentos. O estadiamento clínico é fundamental para guiar a conduta e prevenir a progressão para formas mais severas, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática diária. O Ministério da Saúde classifica a dengue em grupos (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme, manifestações hemorrágicas e condições especiais. Pacientes com petéquias (manifestação hemorrágica leve), mas sem outros sinais de alarme, são classificados no Grupo B. A idade avançada (72 anos, neste caso) também é uma condição especial que, por si só, já levaria à classificação no Grupo B, mesmo sem as petéquias, devido ao maior risco de complicações. A conduta para o Grupo B envolve hidratação oral rigorosa, uso de paracetamol ou dipirona para controle sintomático (evitando AINEs), solicitação de exames complementares (hemograma, plaquetas, hematócrito) e acompanhamento ambulatorial com reavaliação clínica e laboratorial frequente. A notificação do caso é obrigatória. Residentes devem dominar essa classificação e manejo para garantir a segurança e o melhor desfecho para os pacientes com dengue.
O Grupo B inclui pacientes com suspeita de dengue que apresentam manifestações hemorrágicas espontâneas (como petéquias, epistaxe, gengivorragia) ou induzidas (prova do laço positiva), ou condições clínicas especiais (idosos, gestantes, comorbidades), mas sem sinais de alarme.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas, hemoconcentração e derrame cavitário.
A hidratação oral é crucial para repor as perdas de fluidos e prevenir a desidratação, que pode levar à hemoconcentração e ao choque. É a base do tratamento para pacientes sem sinais de alarme ou com sinais leves.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo