INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem de 23 anos, residente em zona urbana de capital de estado da região Sudeste, procura atendimento em unidade básica de saúde. Relata ter apresentado quadro de febre alta (39 °C) de início abrupto, com duração de 3 dias, acompanhada por dor de cabeça, mialgia e poliartralgia leve sem rigidez articular, astenia, dor atrás dos olhos sem conjuntivite, associada a manchas eritematosas na pele. Afirma que a febre cessou há 4 dias. Nega ter feito viagens nos últimos meses.A partir dos dados desse paciente, é correto afirmar que a principal hipótese epidemiológica é
Febre alta abrupta, mialgia, dor retro-ocular, exantema e defervescência com 4 dias de febre cessada → alta suspeita de dengue.
O quadro clínico descrito, com febre alta abrupta, mialgia, poliartralgia leve, dor retro-ocular, astenia e exantema, é altamente sugestivo de dengue. A informação de que a febre cessou há 4 dias é crucial, pois a fase de defervescência é o período de maior risco para o desenvolvimento de sinais de alarme e formas graves da doença, exigindo monitoramento rigoroso.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, especialmente em zonas urbanas de regiões tropicais e subtropicais. O conhecimento aprofundado de sua apresentação clínica e evolução é crucial para residentes e estudantes de medicina, dada a alta prevalência da doença. O quadro clínico típico inclui febre alta de início abrupto, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração e exantema, que são sintomas inespecíficos e podem mimetizar outras infecções virais. O diagnóstico da dengue é primariamente clínico-epidemiológico, especialmente em áreas endêmicas. A história de residência em zona urbana de capital da região Sudeste, sem histórico de viagens, reforça a hipótese de dengue. É fundamental reconhecer que a doença evolui em fases: febril, crítica (defervescência) e de recuperação. A fase de defervescência, quando a febre diminui, é o período de maior risco para o desenvolvimento de complicações graves, como extravasamento plasmático e choque, exigindo monitoramento rigoroso dos sinais de alarme. O manejo da dengue é essencialmente de suporte, com hidratação adequada e monitoramento dos sinais de alarme. A diferenciação de outras arboviroses, como Zika e Chikungunya, é importante para o prognóstico e manejo, embora o tratamento de suporte seja similar na fase aguda. A vigilância epidemiológica e a educação da população sobre medidas de prevenção são pilares no controle da doença.
A dengue clássica manifesta-se com febre alta de início súbito, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração, exantema e, por vezes, náuseas e vômitos. A febre dura geralmente de 2 a 7 dias.
A fase de defervescência, quando a febre diminui ou cessa, é o período mais crítico da dengue. É nesse momento que podem surgir os sinais de alarme e as complicações graves, como extravasamento plasmático, hemorragias e choque, exigindo vigilância redobrada.
Embora haja sobreposição, a dengue tende a ter febre mais alta e dor retro-ocular proeminente. Chikungunya se destaca pela poliartralgia intensa e prolongada. Zika geralmente apresenta febre mais baixa, conjuntivite não purulenta e exantema pruriginoso, com menor gravidade na fase aguda.
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