PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Criança de 7 anos comparece à Unidade de Saúde com quadro de febre há três dias, dor abdominal leve e exantema petequial em tronco. Apresentou hoje um episódio de vômito. Realizado teste rápido para dengue com resultado positivo. Assinale a alternativa que descreve a MELHOR conduta a ser instituída neste momento:
Criança com dengue e sinais leves (febre, petéquias, vômito) → hidratação oral + hemograma para monitorar hemoconcentração/plaquetas.
Em casos de dengue com sinais leves (grupo B), a hidratação oral é a base do tratamento. No entanto, a presença de exantema petequial e vômito, mesmo que isolados, exige a coleta de hemograma para monitorar a hemoconcentração e a contagem de plaquetas, que são cruciais para identificar a progressão para formas mais graves.
A dengue em crianças é uma preocupação de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas. A apresentação clínica pode variar de formas leves a graves, e a identificação precoce de sinais de alarme é crucial para um manejo adequado e para prevenir desfechos desfavoráveis. A criança do caso apresenta febre, dor abdominal leve, exantema petequial e vômito, com teste rápido positivo, o que a classifica no grupo B (dengue com sinais de alarme ou comorbidades). A hidratação oral é a pedra angular do tratamento da dengue, mesmo em casos com sinais de alarme leves. No entanto, a presença de vômito e exantema petequial, que pode indicar sangramento, exige um monitoramento mais rigoroso. A coleta de hemograma é fundamental para avaliar a hemoconcentração (aumento do hematócrito) e a contagem de plaquetas, que são marcadores importantes da progressão da doença e do risco de choque. A avaliação do hemograma permite reclassificar o paciente e decidir sobre a necessidade de hidratação venosa ou internação. Manter a criança em observação na unidade de saúde por 48 horas sem o hemograma seria uma conduta incompleta, e a observação ambulatorial sem monitoramento é arriscada. A hidratação venosa imediata sem avaliação laboratorial completa pode ser excessiva para um caso que ainda pode ser manejado oralmente com monitoramento.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (gengivais, nasais), letargia, irritabilidade, hipotensão postural e hepatomegalia dolorosa.
O hemograma permite monitorar a hemoconcentração (aumento do hematócrito), que indica extravasamento plasmático, e a plaquetopenia, ambos marcadores importantes de gravidade e progressão para dengue grave.
A hidratação venosa é indicada para pacientes com sinais de alarme, choque, ou incapacidade de manter a hidratação oral devido a vômitos persistentes ou alteração da consciência.
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