Dengue Pediátrica: Manejo com Sinais de Alarme

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023

Enunciado

Escolar, oito anos, apresenta febre alta há três dias, cefaleia, dor retro orbitária e mialgia. Hoje apresentou sangramento em mucosas. A conduta para esse paciente é:

Alternativas

  1. A) orientar tratamento em domicílio.
  2. B) deve ficar em unidade com leito de observação por, no mínimo, 12 horas, com esquema de hidratação oral ou venosa supervisionado pela equipe de enfermagem e avaliação médica.
  3. C) hidratação oral ou venosa supervisionada, sem necessidade de realizar hemograma completo.
  4. D) iniciar hidratação venosa com solução isotônica (20ml/kg em até 20 minutos) imediatamente.

Pérola Clínica

Dengue com sangramento de mucosas (sinal de alarme) → Observação hospitalar ≥12h com hidratação supervisionada.

Resumo-Chave

O sangramento de mucosas é um sinal de alarme na dengue, indicando a necessidade de internação para observação e manejo. Pacientes com sinais de alarme devem ser classificados como Grupo B, exigindo hidratação supervisionada (oral ou venosa) e monitoramento rigoroso por pelo menos 12 horas para identificar a progressão para formas mais graves.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em crianças, que podem evoluir rapidamente para formas graves. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para um manejo adequado e para prevenir a progressão para a dengue grave, que pode ser fatal. O paciente escolar apresenta febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária e mialgia, sintomas clássicos da fase febril da dengue. O aparecimento de sangramento em mucosas (gengivorragia, epistaxe) é um sinal de alarme, indicando um aumento da permeabilidade capilar e risco de extravasamento plasmático significativo. Este achado classifica o paciente no Grupo B, que requer atenção hospitalar. A conduta para pacientes com sinais de alarme é a internação em unidade com leito de observação por, no mínimo, 12 horas. Durante este período, é essencial realizar hidratação supervisionada (oral ou venosa, conforme a tolerância e o estado clínico), monitoramento rigoroso dos sinais vitais, débito urinário, nível de consciência e, se disponível, exames laboratoriais como hemograma completo para avaliar o hematócrito e a contagem de plaquetas. O objetivo é prevenir o choque e outras complicações graves, garantindo a estabilização do paciente antes de uma possível alta ou transferência para cuidados mais intensivos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na dengue?

Os sinais de alarme na dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e hepatomegalia > 2 cm.

Por que a hidratação é crucial no manejo da dengue?

A hidratação é crucial na dengue para compensar a perda de líquidos devido ao extravasamento plasmático, que pode levar ao choque hipovolêmico. A reposição adequada de fluidos ajuda a manter a perfusão tecidual e prevenir complicações graves.

Como é feita a classificação de risco da dengue?

A classificação de risco da dengue divide os pacientes em grupos A (sem sinais de alarme ou comorbidades), B (com sinais de alarme ou comorbidades), C (com sinais de choque ou sangramento grave) e D (com choque grave ou disfunção orgânica), orientando a conduta e o local de tratamento.

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