AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Escolar, oito anos, apresenta febre alta há três dias, cefaleia, dor retro orbitária e mialgia. Hoje apresentou sangramento em mucosas. A conduta para esse paciente é:
Dengue com sangramento de mucosas (sinal de alarme) → Observação hospitalar ≥12h com hidratação supervisionada.
O sangramento de mucosas é um sinal de alarme na dengue, indicando a necessidade de internação para observação e manejo. Pacientes com sinais de alarme devem ser classificados como Grupo B, exigindo hidratação supervisionada (oral ou venosa) e monitoramento rigoroso por pelo menos 12 horas para identificar a progressão para formas mais graves.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em crianças, que podem evoluir rapidamente para formas graves. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para um manejo adequado e para prevenir a progressão para a dengue grave, que pode ser fatal. O paciente escolar apresenta febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária e mialgia, sintomas clássicos da fase febril da dengue. O aparecimento de sangramento em mucosas (gengivorragia, epistaxe) é um sinal de alarme, indicando um aumento da permeabilidade capilar e risco de extravasamento plasmático significativo. Este achado classifica o paciente no Grupo B, que requer atenção hospitalar. A conduta para pacientes com sinais de alarme é a internação em unidade com leito de observação por, no mínimo, 12 horas. Durante este período, é essencial realizar hidratação supervisionada (oral ou venosa, conforme a tolerância e o estado clínico), monitoramento rigoroso dos sinais vitais, débito urinário, nível de consciência e, se disponível, exames laboratoriais como hemograma completo para avaliar o hematócrito e a contagem de plaquetas. O objetivo é prevenir o choque e outras complicações graves, garantindo a estabilização do paciente antes de uma possível alta ou transferência para cuidados mais intensivos.
Os sinais de alarme na dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e hepatomegalia > 2 cm.
A hidratação é crucial na dengue para compensar a perda de líquidos devido ao extravasamento plasmático, que pode levar ao choque hipovolêmico. A reposição adequada de fluidos ajuda a manter a perfusão tecidual e prevenir complicações graves.
A classificação de risco da dengue divide os pacientes em grupos A (sem sinais de alarme ou comorbidades), B (com sinais de alarme ou comorbidades), C (com sinais de choque ou sangramento grave) e D (com choque grave ou disfunção orgânica), orientando a conduta e o local de tratamento.
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