Dengue Pediátrica: Sinais de Alarme e Manejo Essencial

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024

Enunciado

Menino, 6 anos, vem à consulta de emergência com história de febre alta por 5 dias, dor retro ocular intensa, dores musculares e leve sangramento na gengiva ao redor de um dente em tratamento. Nas últimas 24 horas, a febre baixou, mas surgiram dores abdominais intensas, vómitos e sonolência. A partir da principal hipótese diagnóstica para esse caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O manejo inicial inclui reposição volumétrica com soro fisiológico, solicitação de hemograma, albumina, transaminases e observação com reavaliação dos sinais vitais e hematócrito.
  2. B) Está indicado um teste rápido para detecção de anticorpos (IgM e IgG) contra o agente causador da doença, mesmo não sendo crucial identificá-lo para iniciar tratamento adequado.
  3. C) A queda da temperatura corporal é um sinal de que a fase crítica da doença já passou.
  4. D) A primo-infecção pelo agente patogênico do caso previne novas infecções.

Pérola Clínica

Dengue: Queda da febre + piora clínica (dor abd, vômitos, sonolência) → Fase crítica, risco de choque.

Resumo-Chave

A fase crítica da dengue ocorre geralmente após a defervescência, entre o 3º e 7º dia da doença, e é marcada por extravasamento plasmático, podendo evoluir para choque. A vigilância e o manejo adequado da volemia são cruciais.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Em crianças, a apresentação pode ser atípica e a progressão para formas graves, como a dengue com sinais de alarme e a dengue grave, é uma preocupação constante para pediatras e residentes. A identificação precoce da fase crítica e dos sinais de alarme é fundamental para um desfecho favorável. A fisiopatologia da dengue grave envolve o extravasamento plasmático devido ao aumento da permeabilidade vascular, levando a hemoconcentração, derrames cavitários e, em casos extremos, choque hipovolêmico. A fase crítica geralmente ocorre entre o 3º e o 7º dia da doença, coincidindo com a defervescência. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, letargia, sangramentos e hipotensão devem alertar para a necessidade de intervenção imediata. O tratamento da dengue com sinais de alarme é baseado na reposição volêmica agressiva com cristaloides, como o soro fisiológico, para corrigir o extravasamento plasmático e prevenir o choque. A monitorização contínua de sinais vitais, hematócrito e débito urinário é essencial para guiar a terapia. O prognóstico depende diretamente da rapidez e adequação do manejo, sendo crucial a internação e observação em ambiente hospitalar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme da dengue em crianças?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, hepatomegalia >2cm, sangramentos importantes, letargia/irritabilidade e derrames cavitários.

Qual a conduta inicial para um paciente pediátrico com dengue e sinais de alarme?

O manejo inicial envolve reposição volêmica com soro fisiológico, monitorização rigorosa dos sinais vitais, débito urinário e hematócrito, além de exames laboratoriais como hemograma e transaminases.

Por que a queda da febre na dengue é um momento crítico?

A defervescência marca o início da fase crítica da dengue, período em que ocorre o extravasamento plasmático e o risco de choque hipovolêmico é mais elevado, exigindo vigilância redobrada.

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