INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma adolescente com 16 anos de idade é atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento com história de febre de 38,5 ºC, cefaleia, mialgia e dor retrorbitária há 4 dias. Nega vômitos ou sangramentos. Ao exame físico, evidencia-se prova do laço com surgimento de 23 petéquias na área demarcada; pressão arterial e frequência cardíaca normais. O hemograma apresenta hematócrito = 49% (valor de referência: 42±6%), hemoglobina = 16 g/dL (valor de referência: 13,6±2,0 g/dL) e plaquetas = 6.000/mL (valor de referência: 130.000 a 370.000/mL). Considerando o quadro clínico apresentado, a conduta adequada é:
Dengue + hemoconcentração (Hct ↑) ou plaquetopenia grave → Grupo C → Hidratação IV 10 mL/kg na 1ª hora.
Pacientes com dengue apresentando sinais de extravasamento plasmático (hemoconcentração) são classificados como Grupo C e exigem hidratação venosa imediata e internação.
O manejo da dengue é baseado na classificação de risco para prevenir o choque por extravasamento plasmático. A adolescente do caso apresenta hemoconcentração (Hct 49%, acima da referência para idade/sexo) e plaquetopenia crítica (6.000/mL), o que, segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, exige tratamento como Grupo C. A hidratação venosa deve ser iniciada prontamente na unidade de pronto atendimento, com internação obrigatória por no mínimo 48 horas ou até a estabilização clínica e laboratorial. O monitoramento do hematócrito é o melhor indicador da eficácia da reposição volêmica e da cessação do extravasamento capilar.
O Grupo C inclui pacientes com Dengue que apresentam pelo menos um sinal de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, hipotensão postural, hepatomegalia, sangramento de mucosa, letargia ou aumento progressivo do hematócrito). No caso clínico, a hemoconcentração (Hct 49%) e a plaquetopenia severa indicam a necessidade de manejo hospitalar.
A conduta imediata é a reposição volêmica com solução salina isotônica (Soro Fisiológico a 0,9% ou Ringer Lactato) na dose de 10 mL/kg na primeira hora. O paciente deve ser reavaliado clinicamente e com hematócrito após 2 horas. A manutenção segue protocolos específicos dependendo da resposta clínica.
A prova do laço avalia a fragilidade capilar e é um critério de triagem para classificar pacientes que não apresentam sangramentos espontâneos. Ela é considerada positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos (ou 10 em crianças) em um quadrado de 2,5 cm. Uma prova positiva coloca o paciente no Grupo B, a menos que haja sinais de alarme (Grupo C) ou choque (Grupo D).
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